O esclarecimento de como funciona a BANCARIZAÇÃO do tesouro vai provocar o tombo final do José Maria Pereira Neves. O único Presidente da República que fez a República passar por maior escândalo de sempre e da história da Administração Pública cabo-verdiana, expurgando do cofre do Estado, dinheiro dos esforçados contribuintes – residentes e da diáspora – para, levianamente, dar à namorada e aos queridos camaradas!
Desesperado e pego com a boca na botija, o Presidente da República, JMN, quer levar este país para um caos nunca visto! No comunicado, ele atacou diretamente a todos e ninguém ficou de fora: o Primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, o Vice-Primeiro-ministro, Olavo Correia, a instituição Inspeção Geral das Finanças (IGF), todos os inspectores individualmente da IGF, e o Tribunal de Contas, antes de este decidir sobre o processo de escândalos provocados pelo JOSÉ MARIA PEREIRA NEVES!
Isto que o JMN fez, com o mentiroso comunicado é uma cabala política contra as instituições de grande importância para a credibilidade do país. O JMN já previu a sua morte política, interiormente e mesmo que não renunciar tem essa consciência presente, o que ele não quer é morrer sozinho! Por isso quer provocar uma escalada da intriga, uma trama política nunca visto neste país! “NÃO VOU MORRER SOZINHO!”!
Ele não nega que praticou as ilegalidades e eventualmente os crimes, não nega ser ele o autor dessas ilegalidades e crimes, o que ele quer é diluir essa responsabilidade exclusivamente sua, expandi-la, invocando a bancarização para estender a sua responsabilidade, puxando e arrastando o governo pelo meio do “furacão político”! O pior é que o JMN escolheu um caminho cheio de espinhos, o caminho mais difícil, para estender essa sua responsabilidade. E também falhou na escolha da Janira Hopffer Almada para servir de barriga de aluguer do seu comunicado!
Pois, a questão de fundo, que, como se sabe, pelo contrário, a BANCARIZAÇÃO pelo tesouro encurta a cem por cento o controle do Estado sobre a execução orçamental dos recursos da Presidência da República. Tudo isso porque ninguém pode interferir na execução orçamental do órgão de soberania, que é a Presidência da República. Esta tem a autonomia administrativa e financeira plena. E só presta contas a posteriori ao Tribunal de Contas! A questão levantada sobre o SIGOF é um expediente para o boi dormir. O SIGOF não tem a função que se diz no comunicado do JMN. E isto tem também de ser esclarecido!
Parece que estes elementos escaparam à compreensão do limitado senhor JMN e de sua equipa que elaborou o mentiroso e patético comunicado!
Querendo criar uma outra crise, invocando a bancarização do tesouro, e com o devido esclarecimento como ela funciona, de facto, as quatro celebres questões levantadas por JMN no mentiroso seu comunicado vão parar ao caixote de lixo, e o JMN, desta vez, vai tombar e feio! Desta vez, o Presidente JMN vai tombar politicamente devido à sua ignorância em relação ao funcionamento das instituições vitais do controle financeiro do Estado! Esperam e virão o tombo político do JMN! Ele meteu os pés na argola!



Quando a polémica se instalou, tive a feliz oportunidade de ouvir o programa “Café Central” do jornalista Carlos Santos, da rádio de Cabo Verde, que vai para ar por volta das sete e tal da manhã. Nesse dia, uma dos tema quentes era ouvir o Vice-primeiro Ministro e Ministro das Finanças e Fomento Empresarial, Dr. Olavo Correia, que a partir de S. Nicolau, que por telefone respondeu todas questões do jornalista em que algumas que tentava a todo o custo, desresponsabilizar o PR e o chefe da casa civil da presidência da república para e assacar algumas responsabilidades ao governo, nomeadamente se o pagamento do salário não passava pelo crivo do tesouro, se o governo não tinha conhecimento do salário da suposta PD, etc, etc. Com toda a competência e mestria que carateriza o ministro das finanças, ele explicou de forma clara e contundente em como o governo não podia interferir no controlo financeiro de um órgão de soberania, cabendo essa responsabilidade a IGF e TC as quais todos devem ser controlados através da fiscalização concomitante. Não vi nem li o comunicado do Sr. PR, a não aquele post da Dra JHA, que quer esconder-se em outros assuntos da governação do país para justificar o injustificável. Quem decide quem governa é o povo e não os políticos! Quando que a oposição irá bater palmas ao governo por achar que tudo está bem?
JMN é o único responsável por esse erro grosseiro, na medida em que foi ele que escolheu o chefe da casa civil e toda a equipa que lá trabalha. Este sacrifício sacrificado de tentar arranjar alguém para morrer junto, é inútil e continuará a ser inútil.
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