O voto contra a nossa Praia

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Hoje quero partilhar acerca do Estatuto Administrativo Especial, EAE, da nossa Cidade Capital, a nossa Praia, que sexta-feira, da semana passada, foi chumbado na Assembleia Nacional, após horas de discussão entre os sujeitos parlamentares.

Eu que acreditava, piamente, que desta vez, o assunto ficava resolvido, eis que sou também surpreendido. Surpreendido não porque grande parte do PAICV votou contra, mas porque um de nós, sim na bancada do MpD, ajudou a inviabilizar a lei que propunha dar à nossa Cidade-maior um Estatuto condizente com a matriz de Capital.

Ora, aquela que votou claramente contra a lei, ou aqueles que não puderam exercer seu direito de voto, terão razões para tal posicionamento, mas amigos, isto não é um clube de futebol, mas sim um Partido.

Ou seja, este é daqueles momentos em que a disciplina de grupo deve vingar, nada mais.

Não se pode estar num Partido ou Organização apenas para fazer valer interesses pessoais, mas sim, coletivos.

Votar contra o EAE da nossa Cidade da Praia é não concordar com o Programa Eleitoral que o MpD apresentou ao eleitorado e que foi sufragado nas urnas, a 20 de março de 2016.

Votar contra o EAE da nossa Cidade da Praia é não estar alinhado, politicamente, com o MpD, por isso, há que haver consequências políticas deste chumbo, ou seja, isto não pode morrer como se nada acontecesse.

Então, qualquer dia, cada um sai por aí a fazer o que lhe der na ‘telha’ e também estará tudo bem, mesmo estando tudo mal?! Não pode! E as consequências devem ser logo.

Votar contra o EAE da nossa Cidade da Praia é estar em contramão com a própria Constituição da República, e confesso que ficou confuso ouvir um deputado do PAICV pedir para rever a Constituição da República e retirar o EAE dali, Pudera!

Então que o ainda deputado deixe a política, quiçá seria mais útil a Cabo Verde.

Quero prevalecer-me desta oportunidade para enviar um abraço solidário aos Ilustres Deputados da Ilha de São Vicente, em particular, à Dr.ª Celeste Fonseca, ao Dr. João Gomes, ao Dr. João da Luz e ao Dr. Humberto Lélis pela lealdade institucional e política ao MpD, em face da proposta. O meu respeito.

A nossa Praia precisa sim de um EAE, apesar de ela já ser mais que especial.

Praia Maria, Praia, sempre.

5 COMENTÁRIOS

  1. Homem fino e sério, sampadjudo mas muito ponderado e com uma visão global e não redutora do país e suas ilhas. Pena que não foi escolhido para liderar Ribeira Brava de São Nicolau no novo futuro autárquico. Contigo sempre Ilustre.

  2. Cabo Verde é País de chacota. Gualberto do Rosário, ex-ministro da agricultura, ex-ministro da coordenação económica, ex-primeiro-Ministro, ex-presidente do MpD informou prós seus amigos no Facebook que deixa de colaborar com o partido que ajudou a fundar, depois de ter rompido com o Paigc/c. Achei piada mais essa ‘gualbertice’, não fora ele também ex-candidato a Presidente da Câmara Municipal de São Vicente, justamente contra o seu partido. Quem tem razões de sobra para deixar de colaborar com o Gualberto é o MpD e não o contrário. Mas enfim depois de descobrir o Facebook parece que ninguém segura o Gualberto. De todo o modo foi ‘lindo’ ver o pessoal tambarina a chorar ‘nhu fica’.

  3. A Praia vai certamente julgar e punir severamente seus detractores, seus inimigos, aqueles deputados seus, eleitos pelo Círculo Eleitoral por Santiago Sul e inclui a Praia, que que resolveram bandear-se e associar a um grupo de paródia do Mindelo, para impor a Cidade Capital do País a maior humilhação em toda a sua história. Onde se viu um partido que se diz da Independência de Cabo Verde, sentar-se à mesa com a garotada de Mindelo, para decidir questões de Estados? Desde quando, o Estatuto Especial da Cidade Capital de Cabo Verde é assunto para o Paicv discutir com um bando de garotos? Desde quando a palavra e o espirito da Constituição carece ou não da autorização de um grupo de rapazes do Mindelo para a sua implementação? É preciso notar, por outro lado, que o Paicv tem tradição de se sentar à mesa com bandidos e arruaceiros. Atenção, não estou, com isto a chamar a Sokols de bandido, não nada disso. Mas é preciso lembrar também que JMN, enquanto Primeiro-ministro e Presidente do Paicv, no lugar de criar todas as condições para a PN combater os bandidos, ele recebeu no Gabinete da Chefia do Governo os representantes de grupos de bandidos armados, que atormentavam a vida da Capital do País. JHA seguindo as pegadas do seu mentor espiritual, também no lugar de se sentar à mesa com empresários, associações, igrejas, homens da cultura da Capital e de todo o Pais, decide-se sentar à mesa com um grupo de garotos de São Vicente, para decidir o futuro da Cidade Capital. É preciso que Cabo Verde, Santiago, e Praia não esqueçam deste fatídico 10 de Julho de 2020 em que o Paicv trocou Praia pelo Sokols; trocou Cabo Verde por interesses mesquinhos. Eu, cá estarei para lembrar os eleitores da Capital a receber os deputados do Paicv nas campanhas eleitorais com a mesma moeda: VOTAR CONTRA OS TRAIDORES É UMA IMPOSIÇÃO MORAL!

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