Objetivos da missão da ONU na Guiné poderão não ser atingidos na totalidade

Informação foi avançada hoje pela chefe da missão e representante especial do Secretário-Geral da ONU para a Guiné-Bissau, num ‘briefing’ por videoconferência

          

A missão da Organização das Nações Unidas na Guiné-Bissau, Uniogbis, poderá não atingir a totalidade dos objetivos do mandato até ao seu encerramento, conforme disse a chefe da missão e representante especial do Secretário-Geral da ONU para a Guiné-Bissau, num ‘briefing’ por videoconferência. “Lamentavelmente, o mandato da Uniogbis poderá não ser implementado totalmente antes do encerramento e saída do País, marcado para 28 de fevereiro de 2021”, declarou.

As dificuldades dizem respeito, segundo a responsável, à “atmosfera política carregada e ambiente hostil” no País, dada a “crise política e paralisia parlamentar” depois da eleição presidencial, que impediram a missão da ONU de se dedicarem por completo ao apoio à revisão constitucional, reforma da lei eleitoral e regulamentação dos partidos políticos, como delineado no Acordo de Paz de Conacri.

Rosine Sori-Coulibaly declarou que a Uniogbis está, mesmo assim, a proceder à reconfiguração, de acordo com o plano adotado pelo Conselho de Segurança, que ordena a transferência de responsabilidades e competências à equipa de representação da ONU no País.

Designadamente, a primeira fase desta retirada foi concluída em julho, com a “separação de ‘staff'”, estando as próximas reduções de pessoal previstas para setembro e dezembro.

Segundo a chefe da missão, a Uniogbis continua, ainda que na maior parte em regime de teletrabalho, as conversações sobre paz, diálogo político e “medidas de confiança” a reforçar na Guiné-Bissau.