Observação foi partilhada pelo Primeiro-Ministro na Universidade de Boston, durante uma conversa aberta sobre “Pequenos Estados Insulares em uma economia global incerta”
Ulisses Correia e Silva, encerrou a sua agenda nos Estados Unidos com uma conversa aberta na Universidade de Boston, dedicada ao tema “Pequenos Estados Insulares em uma economia global incerta”.
Na sua intervenção, o Chefe do Governo destacou a pertinência do debate num cenário internacional marcado por guerras, crises humanitárias, expansão do populismo e do extremismo, fatores que, segundo afirmou, acabam por relegar para segundo plano questões cruciais para os Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento (SIDS), como a ação climática, a transição energética, a proteção do oceano e o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
Ulisses Correia e Silva lembrou que a ação climática só será eficaz com o compromisso dos grandes emissores e que metas como a eliminação da pobreza extrema apenas serão alcançáveis com um forte contributo global e condições adequadas de financiamento para os países mais vulneráveis. “Nenhum destes objetivos se alcança em contextos de instabilidade e fraca confiança internacional”, sublinhou.
O Primeiro-Ministro frisou ainda que os pequenos países são os mais expostos às crises globais, e apontou o exemplo de Cabo Verde, que tem procurado reduzir a sua vulnerabilidade através da transição energética, da eficiência hídrica e da diversificação económica, além do reforço das parcerias estratégicas com a União Europeia, os EUA, o Brasil e a CEDEAO.
Apesar das incertezas, Ulisses Correia e Silva reafirmou o compromisso de Cabo Verde com a sustentabilidade, o crescimento inclusivo e a defesa dos SIDS no concerto das nações.


