Comunistas e bloquistas prometem chumbo ao documento se o Governo não fizer alterações. PSD vai analisar “responsavelmente” o documento. CDS não vê razão para alterar voto contra. PS admite “margem de negociação”. Chega já disse que também votará contra
Depois do Bloco de Esquerda, também o PCP avisou esta terça-feira que “a proposta de Orçamento que está apresentada, conta com a nossa oposição, com o voto contra do PCP.”
Em conferência de imprensa no Parlamento, o Deputado João Oliveira apresentou a posição do PCP, mas deixou uma porta aberta ainda a um entendimento: “Até à sua votação na generalidade ainda é tempo de encontrar soluções”, disse.
A líder do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, por sua vez, considerou que a proposta de Orçamento do Estado para 2022 é “um balde de água fria” e advertiu que, “neste momento”, o partido não pode viabilizar um documento em que não reconhece “propostas fundamentais”. Martins disse que o BE procurará, “todos os dias, até ao último dia”, perceber se “é possível haver uma negociação que avance” mas avisou: “Neste momento, confesso, o Orçamento do Estado que foi entregue é, desse ponto de vista, um autêntico balde de água fria e não responde a nenhuma das áreas que o Bloco de Esquerda determinou como fundamentais e que o País compreende como fundamentais”.
Já a Deputada do CDS-PP Cecília Meireles, afirmou que o partido deverá votar contra a proposta de Orçamento do Estado para o próximo ano, justificando não ver razão para alterar a sua posição. “O CDS votou sempre contra os orçamentos do estado do PS e da geringonça, e este é um continuar desse caminho”, afirmou.
O Chega já antecipou o voto contra o OE, bem como a Iniciativa Liberal.
Já o PSD afirmou que mantém a preocupação relativamente ao Orçamento do Estado para 2022 e que divulgará o seu sentido de voto “oportunamente”, depois de analisar o documento “com responsabilidade”.
O PAN disse estar com sentido de voto “em aberto” e adverte para “maior execução” do orçamento de 2021, assim como o PEV que se diz preocupado com medidas para combater pobreza.
O PS afirmou que o Orçamento do Estado para 2022 não chegou à Assembleia da República “com porta fechada” e “há margem de negociação”, mas avisou que não pode ser só o Governo e os socialistas a cederem.
“Não pode ser só responsabilidade do PS e do Governo, tem de ser também da parte dos habituais parceiros parlamentares, porque as negociações nascem de convergências, temos de valorizar os pontos que nos aproximam”, afirmou, em declarações aos jornalistas no parlamento, o vice-presidente da bancada do PS João Paulo Correia.
Com DN


