Conforme o VPM, o Orçamento prevê um crescimento económico na ordem dos 6%, uma inflação controlada entre 0% e 2%, um défice orçamental entre 0% e 1%, dívida pública abaixo dos 100% do PIB e reservas externas superiores a 900 milhões de Euros
O Vice-Primeiro-Ministro e Ministro das Finanças, Olavo Correia, afirmou que o Orçamento do Estado para 2026 assenta em três grandes pilares: a diversificação da economia nacional, a consolidação do crescimento com justiça social e o reforço do Estado Social, apostando também no desenvolvimento sustentável e na estabilidade macroeconómica.
Durante a audição parlamentar perante a segunda Comissão Especializada de Finanças e Orçamento, Olavo Correia sublinhou que o documento reflete uma visão prudente e realista face ao contexto mundial, “marcado por incertezas e riscos globais”, desde o aumento dos preços energéticos e alimentares até aos efeitos das alterações climáticas e às guerras comerciais.
“Como pequeno Estado insular, Cabo Verde enfrenta vulnerabilidades acrescidas, o que exige uma doutrina macroeconómica prudente, estável e adaptada aos novos desafios”, destacou.
Segundo Olavo Correia, o Orçamento para 2026 prevê um crescimento económico na ordem dos 6%, uma inflação controlada entre 0% e 2%, um défice orçamental entre 0% e 1%, dívida pública abaixo dos 100% do PIB e reservas externas superiores a 900 milhões de Euros. Estes indicadores, disse, “demonstram que Cabo Verde mantém uma base económica sólida, embora continue exposto a riscos externos, internos e climáticos”.
O Vice-Primeiro-Ministro salientou ainda que o Governo reforça o Estado Social, com investimentos em educação, saúde, proteção social e habitação, garantindo justiça social e proteção dos mais vulneráveis.
O terceiro eixo do Orçamento foca-se na continuação das reformas económicas estruturais, com o objetivo de elevar o crescimento para dois dígitos, através do investimento em energia, transportes, mobilidade, capital humano e setor privado, promovendo o emprego, a produtividade e o aumento dos rendimentos.
“Com estabilidade, justiça social e reformas económicas, estamos a construir um Cabo Verde mais sólido, inclusivo e sustentável”, concluiu.


