São obras em Colhe Bicho e em Ponta d’ Atum, ambas financiadas pelo Governo no âmbito do PRRA e rondam um investimento de mais de 120 mil contos
O vice Primeiro-Ministro preside amanhã, quarta-feira, 19, às inaugurações da requalificação Urbana de Colhe Bicho e da urbanização de Ponta d’ Atum, no Município do Tarrafal de Santiago.
De acordo com informações remetidas ao OPAÍS.cv, essas duas obras foram financiadas pelo Governo, através do PRRA.
A requalificação urbana de Colhe Bicho, a primeira a ser inaugurada, que começou em julho passado, abrangendo todo o bairro, corresponde a uma área de 18 041 m2, onde foram construídos espaços de lazer, com bancos e árvores, condutas que ligam todas as moradias do bairro à rede pública de esgotos e arruamentos em pedra basáltica, num investimento de cerca de 21 mil contos.
Esses trabalhos, “não só embelezam o bairro como aumentam a qualidade de vida dos seus habitantes”.
Quanto à urbanização de Ponta d’ Atum, a obra custou cerca de 100 mil contos, abrangendo uma área aproximada de 2,2 hectares. A urbanização conta com 102 lotes de terreno com área entre 75m2 a 180m2, totalmente infraestruturada com redes de água, saneamento/esgotos e eletricidade, telecomunicações, passeio em pavês, iluminação pública com lâmpadas LED. Foram ainda construídos passeios, estradas em calçada, sinalização horizontal e vertical e espaços verdes.
De realçar que nessas inaugurações Olavo Correia far-se-á acompanhar da Ministra das Infraestruturas, Ordenamento do Território e Habitação, Eunice Silva.



Quando proferiu aquele verdadeiro impropério que os presidentes de Câmara “são delegados do Governo do MpD”, Janira Almada, estava longe de pensar que o seu próprio futuro político e o do seu partido estariam agora nas mãos, justamente desses “delegados de Governo”. Quanto melhor o desempenho político dos “delegados de Governo”, maiores são as probabilidades de o sonho do Paicv eleger mais municípios que na eleição anterior ir para o brejo. Se perder (e tudo leva a crer que vai levar tremenda surra eleitoral), Janira compromete, de uma só assentada, a sua frágil liderança, e com ela as aspirações do próprio Paicv no contexto das próximas eleições legislativas, e, por tabela, também as do seu candidato nas próximas presidenciais, JMN. A derrota provável de Janira, serve, também para encurralar numa camisa de força o seu agora desamado JMN. Se entrar de corpo e alma na campanha pelas eleições municipais, inevitavelmente a JMN também será creditado o custo de uma derrota anunciado, reduzindo com isto, o potencial eleitoral da sua candidatura nas presidenciais. Se não participar (como tudo leva a crer), também ser-lhe-á tributado o custo de ser o traidor no momento que mais o Paicv precisava. Traidor, é exatamente o termo que JMN adotou para qualificar os apoiantes de Aristides Lima, em detrimento de Manuel Inocêncio Sousa.
O Paicv já entra nas três eleições muito dividido. Primeiro em relação à própria liderança da Janira e as selvageira que tem protagonizado em pleno parlamento. Segundo, a indesejável participação de JMN nas eleições municipais; terceiro a provável indiferença em relação às eleições legislativas, espaço para testar se avança ou não para as presidenciais. Ter JMN como mais um divisor de águas, o mesmo é dizer como mais um pomo de discórdia (históricos e jovens turcos) é cada vez mais um cenário provável nas próximas legislativas e presidenciais. Uma Janira derrotada tem dois significados para JMN: a) ele apresenta-se como a única referência para reunir o partido, já nas próximas eleições legislativas, forçando a queda da Janira; e b) uma Janira humilhada, é ouro sobre azul, porquanto terá a sua provável candidatura vista como verdadeiramente independente com potencial para atrair simpatias no interior do próprio MpD. Portanto, mais do que o, Ulisses é o JMN principal interessado em ver Janira pelas costas, e de preferência, por longos e felizes anos. As câmaras municipais, todas sem exceção, com este Governo beneficiaram avultadas verbas e de uma relação históricas, a ponto de o presidente e candidato à reeleição pela Câmara de Santa Cruz, já manifestar a seus próximos que não desejaria ter Janira nas suas atividades de campanha. Se ele pudesse, teria Ulisses, mas não pode! As câmaras estão a inundar os noticiários nacionais e locais e também as redes sociais com imagens e áudios de suas realizações, para o desespero e desassossego da Janira. Aliados tambarinas queixam-se que dirigentes nacionais do Paicv e a própria “presidenta” Janira não mostram apreço pelo trabalho realizado. As câmaras, todas, apresentam um grande caudal trabalho realizado, obra feita seus cidadãos felizes com os arranjos de suas ruas, vilas, aldeias e cidades. Enquanto isso a Janira a morder o beiço de raiva. Até os “delegados do Governo” do partido dela não hesitam em chamar os ministros e Primeiro-ministro dar visibilidade às suas obras e com isso muscular as suas débeis candidaturas, enquanto a própria Janira faz deboche dos seus próprios candidatos à reeleição.
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