Aviso foi dado hoje por um dirigente da Organização Mundial de Saúde, sublinhando que perante o aumento do número de casos de Covid-19, a única maneira de evitar mortes em massa no Médio Oriente é aplicar restrições e medidas preventivas rapidamente
Numa conferência de imprensa no Cairo, Egito, Ahmed al-Mandhari, Diretor regional da Organização Mundial da Saúde para o Mediterrâneo Oriental, que inclui a maior parte do Médio Oriente, expressou preocupação com o fato de os países da região estarem a baixar a guarda depois de duros confinamentos impostos no início do ano.
As medidas essenciais para a resposta à pandemia, desde o distanciamento social ao uso da máscara, “ainda não estão a ser totalmente praticadas na região”, apontou, acrescentando que o resultado é visível nos hospitais lotados.
No Médio Oriente, o vírus já infetou mais de 3,6 milhões de pessoas e matou mais de 76.000 nos últimos nove meses, o que levou al-Mandhari a alertar que “as vidas desse mesmo número de pessoas — se não mais — estão em risco”, apelando à ação para “prevenir que esta trágica premonição se torne realidade”.
Mais de 60% de todas as novas infeções na semana passada foram contabilizadas no Irão, Jordânia e Marrocos, vincou al-Mandhari.
Além disso, os casos têm aumentado no Paquistão e Líbano, que entraram em confinamento no início desta semana, enquanto a Jordânia, Tunísia e Líbano registaram os maiores picos de mortes diários na região.


