OMS alerta para “tsunami de infeções” no mundo e pede cautela no Natal

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Maria van Kerkhove, da OMS lembra que a vacinação por si só não é suficiente para travar a propagação do vírus e apela a que sejam tomados cuidados extra durante os festejos da quadra natalícia. Para o mundo chegar ao fim da pandemia – que espera que seja em 2022 – é preciso que as medidas sejam contínuas e não apenas num período curto depois das férias

Maria van Kerkhove, chefe técnica da Organização Mundial de Saúde, alerta, numa entrevista ao El País, que para um Natal em segurança “a vacinação, só por si, não é suficiente”, pedindo aos cidadãos que sejam “extremamente cautelosos” nos encontros familiares.

“Não há risco zero, mas pode ser reduzido se todos forem vacinados, se fizerem um teste de antígeno antes de ir, se as atividades forem ao ar livre, se garantirem uma boa ventilação e se limitarem o número de pessoas”, aconselhou a responsável.

Questionada sobre a propagação da variante Ómicron no Reino Unido, a epidemiologista realçou que o mundo enfrenta “um tsunami de infeções, tanto da variante Delta [a variante dominante nos últimos meses] como da Ómicron” e deixou uma mensagem aos governos para que atuem neste momento.

“Não esperem para agir. E não me refiro a confinamentos. Antes de começar a ver as hospitalizações a aumentar, usem máscaras, facilitem o teletrabalho, limitem o contato com outras pessoas, evitem reuniões, invistam na ventilação, aumentem a vigilância de genomas de vírus e preparem os hospitais. Esta é a hora de agir contra a variante Delta também, porque também ela está a causar estragos”, disse.

Essa responsável considerou ainda que 2022 tem de ser o ano em que o mundo acaba com pandemia e que isso está nas nossas mãos, como sempre esteve desde o início.