ONG alerta para “emergência humanitária” de 400 mil refugiados Sudaneses 

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Organização não-governamental Handicap Internacional alertou que “as necessidades humanitárias pioram a cada dia” para os cerca de 400 mil refugiados Sudaneses que fugiram dos combates para o vizinho Chade

Segundo a ONG, num comunicado divulgado na quarta-feira, 4, “1.500 a 2.000 pessoas atravessam a fronteira todos os dias”.

Estas pessoas “vivem em condições desastrosas, carecendo de tudo, incluindo água, comida, abrigo, cuidados médicos” e “as poucas ONG presentes no local” enfrentam “uma grande crise de emergência humanitária que se irá deteriorar sem uma resposta imediata e substancial apoio dos Estados doadores”, especificou a organização.

No total, mais de 400 mil pessoas são agora refugiadas no Chade, de acordo com o Gabinete das Nações Unidas para a Coordenação dos Assuntos Humanitários (OCHA), e 86% das quais são mulheres e crianças.

Todos os dias, muitos continuam a atravessar a fronteira depois de quilómetros de caminhada para fugirem dos combates sangrentos no Sudão, que eclodiram em 15 de abril entre o exército, liderado pelo general Abdel Fattah al-Burhan, e os paramilitares das Forças de Apoio Rápido, comandadas por Mohamed Hamdan Dagalo, ex-número dois no Conselho Soberano – a junta militar que tomou o poder no país no golpe que depós o antigo ditador Omar al-Bashir em abril de 2019.

Os combates reduziram a capital do Sudão, Cartum, a um campo de batalha urbano, sem que nenhuma das partes tenha conseguido obter o controlo da cidade.

Na região ocidental do Darfur, palco de uma campanha genocida no início da década de 2000, o conflito transformou-se em violência étnica, com as RSF e milícias Árabes aliadas a atacarem grupos étnicos Africanos, segundo grupos de defesa dos direitos humanos e a Organização das Nações Unidas.