ONU abre Assembleia Geral sob o peso das guerras e crises globais

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A 81.ª Assembleia Geral das Nações Unidas arrancou esta terça-feira, 22 de setembro, em Nova Iorque, reunindo líderes dos 193 Estados-membros para uma semana de intensa diplomacia internacional, marcada pelas guerras, crises humanitárias e pelos grandes desafios económicos, climáticos e tecnológicos. O debate geral decorre até 28 de setembro

O presidente do Brasil, Lula da Silva, abre tradicionalmente o Debate Geral da Assembleia Geral, seguindo-se o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O Brasil mantém, desde 1955, a tradição de inaugurar a sessão de discursos dos chefes de Estado e de Governo.

A agenda deste ano está fortemente condicionada pelos conflitos no Médio Oriente e na Ucrânia, além das crises no Sudão e de outras situações de instabilidade internacional. As alterações climáticas, a inteligência artificial, o desenvolvimento sustentável e a necessidade de reforçar a cooperação multilateral também estarão no centro dos debates.

Sob o lema “Restaurar a confiança, gerir a transformação: uma Organização das Nações Unidas que atenda a todas as pessoas”, a 81.ª sessão procura recolocar a cooperação internacional no centro da resposta aos desafios globais. A ONU destaca ainda a necessidade de acelerar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e reforçar as ações coletivas pela paz, dignidade e igualdade.

A semana de alto nível inclui ainda reuniões específicas sobre ação climática e transição justa, subida do nível do mar, prevenção e preparação para pandemias, entre outros temas de alcance global.

Cabo Verde participa igualmente no debate geral, com a intervenção prevista para sábado, 26 de setembro, integrando o conjunto de países que apresentarão as suas prioridades e posições perante a comunidade internacional.

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