Nações Unidas destaca que a situação em Gaza é “catastrófica”, com cerca de 54 mil mortos, maioritariamente civis Palestinianos
O alto-comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, acusou Israel de violar o direito internacional na sua ofensiva militar em Gaza, afirmando que as ações do exército Israelita já não se justificam pelo direito à legítima defesa.
Em declarações à rádio pública Austríaca ORF, Türk reconheceu o direito de Israel de se defender do ataque do Hamas, em outubro de 2023, mas sublinhou que as operações em curso não respeitam os princípios fundamentais da humanidade.
Segundo o diplomata, a situação em Gaza é “catastrófica”, com cerca de 54 mil mortos, maioritariamente civis Palestinianos, e uma população sujeita a deslocações forçadas e sem acesso adequado a ajuda humanitária.
Türk alertou ainda para indícios de expulsão forçada e pediu que países aliados de Israel pressionem o Governo de Benjamin Netanyahu a respeitar o direito internacional.
No início do mês, o alto-comissário já havia classificado a ofensiva como “equivalente a uma limpeza étnica”.


