Mehdi Sohrabifar e Amin Sedaghat foram executados a 25 de abril, em Shiraz, na província de Fars, no sul de Irão, e tinham 15 anos quando foram presos e acusados dos crimes que os levaram à morte
A alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, disse ter ficado “horrorizada” pelas execuções dos dois jovens, após um julgamento “marcado por irregularidades”.
Bachelet pediu às autoridades iranianas que parem imediatamente com esse tipo de execução.
Os dois jovens estiveram presos num centro da polícia, onde foram privados do seu direito a um advogado, espancados e forçados a fazer confissões falsas. No tribunal negaram todas as acusações, mas foram condenados a morte.
Os familiares e os advogados recorreram da sentença no Supremo Tribunal, que anulou a sentença de morte e ordenou um novo julgamento, mas um tribunal de instância inferior condenou-os novamente à morte.
Recorde-se que é proibido a execução de crianças infratores em virtude do Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos e a Convenção sobre os Direitos da Criança.
Dado que o Irão faz parte de ambos os tratados dos direitos humanos, o país “é obrigado a cumpri-los”, advertiu Bachelet.


