Gaza e Sudão concentram entram grande parte das vítimas, num cenário que as Nações Unidas classificam como inaceitável
As Nações Unidas denunciaram a morte de 350 trabalhadores humanitários em 2025, em diferentes zonas de conflito no mundo, classificando o número como um sinal alarmante da crescente insegurança enfrentada por quem presta assistência às populações afetadas por guerras e crises. Dados provisórios indicam que 226 das mortes ocorreram no território palestiniano ocupado, enquanto o Sudão também registou um elevado número de vítimas.
O balanço coloca Gaza entre os locais mais perigosos do mundo para os trabalhadores humanitários. A violência tem atingido igualmente instalações e profissionais de saúde, comprometendo a capacidade de prestar assistência às populações em situação de emergência. A Organização Mundial da Saúde registou, só nos primeiros meses de 2026, mais de 900 ataques contra serviços de saúde em zonas de conflito.
As Nações Unidas têm reiterado que os trabalhadores humanitários estão protegidos pelo direito internacional e que os ataques contra estes profissionais não podem ser normalizados. O aumento das mortes ocorre num contexto de guerras prolongadas em Gaza, Sudão, Ucrânia e outras regiões, onde milhões de pessoas dependem da ajuda internacional.
O balanço reforça também os apelos da ONU à responsabilização dos autores dos ataques e à criação de condições mínimas de segurança para permitir a distribuição de alimentos, medicamentos e outros bens essenciais às populações afetadas pelos conflitos.

