Operação Shark. Primeiro-ministro defende justiça sem pressões e garante funcionamento normal do HUAN

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O primeiro-ministro, Francisco Carvalho, garantiu esta quinta-feira, 5 de novembro, que o Hospital Universitário Agostinho Neto (HUAN) continuará a funcionar normalmente, apesar da detenção do seu presidente, no âmbito da operação Shark, conduzida pela Polícia Judiciária

Em reação à operação, que envolveu cerca de 20 detenções, o chefe do Governo assegurou que o executivo acompanha o processo, mas defendeu a independência das autoridades judiciais.

“Defendemos que a justiça funcione de forma livre, autónoma, sem qualquer tipo de pressão”, afirmou Francisco Carvalho, garantindo, por outro lado, que a população continuará a ter acesso normal aos cuidados de saúde no maior hospital do país, na cidade da Praia.

A posição do primeiro-ministro surge na sequência das declarações do ministro da Administração Interna, Carlos Sena, após a operação desencadeada na terça-feira, que envolveu elementos das forças de segurança e outros profissionais.

Questionado sobre alegadas publicações nas redes sociais relacionadas com o caso, Francisco Carvalho negou ter feito qualquer publicação, contrariando a referência apresentada por um jornalista a uma página do Facebook com o seu nome.

Entre os cerca de 20 detidos figuram, segundo as informações divulgadas, cinco guardas prisionais, quatro agentes da Polícia Nacional, dois antigos funcionários da TACV e o atual PCA do HUAN.

Os detidos foram apresentados, na tarde de quarta-feira, ao Tribunal da Praia, no âmbito de um processo que continua sob investigação judicial.

A operação Shark coloca sob escrutínio suspeitas que envolvem profissionais ligados a instituições públicas, mantendo-se, contudo, o princípio da presunção de inocência dos implicados.

Ainda não é conhecida as medidas de coação após audição dos detidos ocorrido ontem, quarta-feira.

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