Operários da fábrica Atunlo não querem prorrogação da ‘lay-off’

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Trabalhadores saíram esta manhã às ruas, no Mindelo, para exigirem salários em atraso, e dizem não confiar nas desculpas da empresa

Os operários da fábrica Atunlo, que opera na Ilha de São Vicente, não querem mais a prorrogação da ‘lay-off’, e dizem-se cansados das justificações da administração da empresa, acusada de faltar à verdade.

Hoje de manhã, um grupo de trabalhadores daquela empresa saiu às ruas no Mindelo, para fazer ouvir as suas reivindicações.

O grupo diz já não confiar nas declarações da própria empresa, pelo que não aceitam mais nenhum prolongamento da ‘lay-off’, como consta ser vontade da empresa.

“Estamos perante uma empresa falida, sem futuro em Cabo Verde”, disse o representante do SIACSA.

Durante a manifestação, que teve paragem em frente ao Ministério do Mar, os operários lançaram um apelo ao Governo, esperando uma intervenção junto da empresa que possa permitir o diálogo entre as partes.

Ao dar voz aos manifestantes, Heydi Ganeto expressou a vontade de ver a administração da Atunlo a ser claro com os trabalhadores.

Numa reação à Comunicação Social, o Ministro do Mar confirma acompanhar com “muito interesse” esta situação, face à descontinuidade da atividade da empresa.

Jorge Santos explicou, no entanto, que a base logística do Porto Grande de Mindelo é uma infraestrutura do Estado, estando concecionada à Enapor, que segundo o governante já solicitou informações à administração da empresa no sentido de clarificar a sua situação com a fábrica e a situação dos trabalhadores, mas esta resposta ainda não chegou.

Adianta, no entanto, haver interessados em dar continuidade à ação da base logística e à fábrica, mas o Ministro garante que não se vai avançar para novos parceiros sem se clarificar a relação entre a Atunlo e a Enapor.

“Ninguém mais do que o Ministério do Mar ou Enapor está interessado em ver esta questão solucionada”, pontuou Jorge Santos, admitindo ser “algo de urgência” esta solução.

O Ministro enfatiza que os trabalhadores precisam de ver a sua situação regularizada.