Orgulho! Nova estrela da NBA feminina tem sangue cabo-verdiano

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Sonia Citron, a nova sensação da WNBA, a NBA feminina,  tem sangue cabo-verdiano a correr-lhe nas veias. Jogadora dos Washington Mystics e eleita All-Star na sua época de estreia, é neta de cabo-verdianos e orgulha-se das suas origens africanas, que, segundo diz, moldaram o seu caráter e a sua forma de estar dentro e fora do campo.

Com apenas 22 anos, Citron tem encantado os adeptos pela maturidade, serenidade e consistência em campo. Chamam-lhe a “assassina silenciosa” pelo modo tranquilo e disciplinado com que domina o jogo. Mas por detrás da postura fria e focada, há uma história de raízes profundas — uma ponte emocional que liga os Estados Unidos a Cabo Verde e ao Senegal.

A mãe de Sonia, Yolanda Citron, nasceu no Senegal, onde cresceu depois de os seus pais — ambos cabo-verdianos — deixarem o arquipélago para buscar novas oportunidades. A avó da jogadora, Zita Lopes DaSilva, nasceu em Cabo Verde, e é a principal guardiã dessa herança cultural que nunca se perdeu na família. “A música cabo-verdiana traz-me paz”, confessa Sonia, recordando os momentos passados na sala e na cozinha ao som de mornas e coladeiras tocadas no rádio da avó.

Hoje, entre treinos e jogos na liga feminina mais competitiva do mundo, Citron continua a alimentar essa ligação com as suas origens africanas. A jovem estrela diz que um dos seus maiores sonhos é visitar Cabo Verde e o Senegal, para conhecer de perto o território onde a sua história começou. “Quero ver com os meus próprios olhos o lugar que moldou a minha mãe e os meus avós. É algo que faz parte de quem eu sou.”

Nos Estados Unidos, Sonia Citron é apontada como uma das grandes promessas do basquetebol feminino. Com uma média de 14,3 pontos por jogo, 4,8 ressaltos e 37,4% de eficácia nos lançamentos de três pontos, está no caminho certo para se tornar uma das figuras de referência da WNBA. Humilde e trabalhadora, diz que ainda há muito por conquistar: “Sou grata por tudo, mas o céu é o limite. E isso sempre foi o caso.”

Mais do que uma atleta, Sonia Citron representa uma nova geração de jovens mulheres que, com talento e disciplina, afirmam o orgulho das suas origens africanas no maior palco do desporto mundial. Cabo Verde tem agora mais um nome para se orgulhar — uma filha da diáspora que brilha sob as luzes da WNBA, mas que guarda o ritmo da morna no coração.