Os profetas da desgraça querem agoirar o Festival Baía das Gatas

Todos os anos, o Festival Internacional da Baía das Gatas transforma São Vicente num autêntico palco de vida, cultura e desenvolvimento económico. Não é apenas um momento de lazer ou de celebração musical. É uma verdadeira alavanca para a economia local.

Durante os dias do festival, a ilha ganha um novo ritmo. As barracas de comes e bebes multiplicam-se e têm movimento constante. Os taxistas fazem corridas sem parar. Os hiacistas veem os seus carros cheios do nascer ao pôr-do-sol. Desde os vendedores ambulantes até aos pequenos empresários, toda a gente lucra com a movimentação que o festival proporciona.

E não é só isso. O Festival Baía das Gatas é uma montra de Cabo Verde para o mundo. Atrai turistas, imprensa nacional e internacional, músicos de renome e amantes da cultura que vêm de todos os cantos. A ocupação hoteleira dispara, os restaurantes ficam cheios, o artesanato local ganha valor. Tudo isso se traduz num impacto económico direto e significativo para a ilha. São Vicente, nesses dias, vive com mais intensidade, com mais oportunidades, com mais esperança.

É por isso que não deixa de causar espanto, e até algum desconforto, ver figuras da oposição, nomeadamente do PAICV, virem a público criticar o festival. É o caso do candidato derrotado às autárquicas, conhecido por Patcha, e do escriba de serviço, Nelson Faria. Ambos, com discursos que mais parecem presságios de tragédia, tentam lançar uma nuvem negra sobre um evento que, objetivamente, beneficia a ilha. E aqui está o paradoxo. Patcha, que se apresenta como homem da cultura, deveria ser o primeiro a reconhecer e valorizar o impacto positivo desta manifestação cultural. Mas não. Junta-se ao coro dos que, sem apresentar alternativas concretas, preferem lançar lama sobre aquilo que funciona.

O PAICV ainda não percebeu que perde politicamente cada vez que tenta transformar em polémica aquilo que é uma conquista coletiva. A população está atenta. E, como sempre, punirá nas urnas este tipo de discurso pessimista, vazio e destrutivo. A política do agoiro não tem espaço numa sociedade que quer progresso.

Curiosamente, logo após os profetas da desgraça iniciarem a sua campanha nas redes sociais, deparei-me com a publicação de uma jovem que dizia com clareza: sou a favor dos quatro dias de festival porque sei que posso vender e safar ali um bom dinheiro. Este é o testemunho real de quem vive na pele o impacto direto do festival. É disto que se trata. Oportunidades. Para os jovens, para os comerciantes, para os artistas, para a ilha.

O Festival da Baía das Gatas é sinónimo de dinamismo económico, de crescimento turístico, de orgulho cultural. E por mais que tentem, os profetas da desgraça não conseguirão desgraçar aquilo que já faz parte da identidade de São Vicente. A Baía é nossa. A festa é do povo. E o desenvolvimento não se faz com lamúrias. Faz-se com visão, com trabalho e com coragem de continuar.

O que também continua a ser um mistério é o porquê de, noutras ilhas, os festivais serem vistos e promovidos como motores de dinamismo económico e promoção cultural, enquanto em São Vicente os mesmos que aplaudem esses eventos noutros pontos do país são os primeiros a criticar, dizendo que aqui é só paródia e desperdício de dinheiro público. Dizem até que as pessoas de São Vicente só querem festa. Será que a diferença está mesmo no evento ou trata-se apenas de politiquice? A verdade é que o povo já percebeu quem está do lado do progresso e quem vive de mal com a alegria dos outros.

3 COMENTÁRIOS

  1. De facto, embora não sou de S. Vicente, o aumento de dias do festival, constitui uma oportunidade de negócio, turismo, lazer etc. Dai, penso que o aumento de dias do festival, constitui um ganho para aqueles que se dedicam ao negócio e que fazem dele um meio de sobrevivência. Deste modo, os milícias digitais podem criticar aquilo que fazem, se um dia de azar, chegarem ao poder.

  2. Este não gosta de são Vicente,gosta sim é da bagunça das festas da câmara.
    Há tanta coisa que precisa ser feita nesta ilha e vem alguém criticar a oposição por falar do festival? É duvidoso
    Olha que a câmara não inventou o festival.

  3. Se é benéfico quatro ou cinco dias de festival de baia, porquê não fazê-lo o ano inteiro?

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