Padre Constantina celebra 50 anos de sacerdócio com roteiro de ação de graças em Cabo Verde, Europa e Estados Unidos

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Um dos primeiros sacerdotes ordenados em Cabo Verde após a independência nacional, o padre José Constantina Bento, natural de São Nicolau, está a assinalar o jubileu de ouro sacerdotal

As celebrações de ação de graças arrancaram este sábado, 27 de junho, na paróquia de Nossa Senhora do Socorro, em Achada Santo António, na cidade da Praia, numa missa presidida pelo Vigário-Geral da Diocese de Santiago, padre António Martins, e vão prolongar-se por Cabo Verde, alguns países da europa e Estados Unidos, culminando na sua ilha natal.

Durante a celebração deste sábado, o padre Constantina recordou os primeiros anos do seu ministério, sublinhando que a sua ordenação aconteceu num momento decisivo da história do país e da igreja cabo-verdiana, logo após a independência nacional. Explicou que integrou o grupo dos primeiros padres formados para servir uma igreja local que começava a afirmar a sua identidade, numa época marcada por grandes desafios e pela necessidade de reforçar o clero nacional.

José Constantina Bento, de seu nome completo, afirmou que nunca encarou o sacerdócio como um percurso individual, mas como uma missão vivida ao lado do povo. “Não há padre sem missão”, frisou, acrescentando que a esperança foi o grande fio condutor dos seus 50 anos de ministério, desde os tempos da independência até aos dias de hoje.

O sacerdote explicou ainda que pediu ao Vigário-Geral da Diocese de Santiago para presidir à celebração jubilar, por entender que este representa o bispo quando este se encontra impedido de estar presente, reforçando, assim, a comunhão com a igreja diocesana.

As comemorações prosseguem já amanhã, domingo, em Santa Catarina, concelho onde o padre Constantina exerceu durante 25 anos do seu ministério sacerdotal. Seguem depois para a região de Paris e Lyon, em França, passando ainda pela Suíça, Luxemburgo, Holanda e Portugal. O roteiro inclui igualmente uma deslocação aos Estados Unidos, onde pretende celebrar com as comunidades cabo-verdianas emigradas, antes do encerramento oficial das comemorações em São Nicolau, a sua terra natal, onde tudo começou há cinco décadas.

Ao justificar este extenso itinerário, o sacerdote explicou que pretende agradecer a todos os que contribuíram para a sua caminhada vocacional, dentro e fora de Cabo Verde. Para ele, os 50 anos de sacerdócio “não são apenas seus”, mas pertencem também ao povo que o acolheu, acompanhou e ajudou a exercer o ministério ao longo destas cinco décadas.

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