Padre entre os suspeitos de assassinato do bispo de Quelimane (Atualizada)

0

Dom Osório Citora Afonso foi barbaramente morto no passado sábado, dia 6. Os arguidos foram ouvidos esta tarde na justiça

Um sacerdote (na foto ao lado do bispo), um guarda e um jardineiro foram constituídos arguidos e colocados em prisão preventiva no âmbito das investigações ao assassinato do bispo de Quelimane, ocorrido no passado sábado.

As investigações à morte de Dom Osório Citora Afonso, registaram um novo desenvolvimento com a apresentação ao juiz de instrução criminal de três suspeitos, entre os quais um padre, um guarda e um jardineiro, que acabaram por ver legalizada a sua detenção e aplicada a medida de prisão preventiva.

Segundo informações divulgadas pelo jornal moçambicano Folha de Maputo, os três arguidos foram submetidos esta quinta-feira ao primeiro interrogatório judicial no Tribunal Judicial da Província da Zambézia, num processo que continua a mobilizar a atenção da opinião pública, da comunicação social e das autoridades eclesiásticas.

O caso ganhou uma dimensão ainda maior pelo facto de um sacerdote surgir entre os suspeitos investigados, embora as autoridades não tenham divulgado, até ao momento, detalhes sobre o alegado grau de envolvimento de cada um dos detidos no homicídio.

Em conferência de imprensa realizada ao final da tarde, o porta-voz do Serviço Nacional de Investigação Criminal na Zambézia, Domingos Barone, revelou que foram efetuadas diversas diligências técnico-científicas, incluindo perícias médico-legais, exames balísticos, testes de ADN e recolha de vestígios biológicos encontrados no local do crime.

Segundo o responsável, os elementos recolhidos permitiram identificar suspeitos e sustentar a detenção dos três cidadãos agora sujeitos à medida de coação mais gravosa enquanto prosseguem as investigações.

Apesar dos avanços anunciados, o SERNIC mantém reserva sobre aspetos considerados cruciais para o esclarecimento do caso, nomeadamente a origem da arma utilizada no crime e a eventual existência de mandantes.

Dom Osório Citora Afonso foi assassinado a tiro na madrugada de 6 de junho, na residência episcopal de Quelimane, num crime que provocou choque e indignação em Moçambique e além-fronteiras.

Enquanto decorrem as investigações, milhares de fiéis continuam a prestar homenagem ao prelado. Os restos mortais do bispo foram trasladados para a Sé Catedral de Quelimane, onde decorreram vigílias de oração que antecederam as cerimónias fúnebres.

A morte de Dom Osório continua a suscitar reações de diversas personalidades nacionais e internacionais. O Núncio Apostólico em Moçambique, Dom Luís Cárdaba, afirmou que o Papa acompanha com preocupação o caso e espera pelo esclarecimento do crime, enquanto o embaixador moçambicano junto da Santa Sé, Raúl Domingos, manifestou confiança num rápido desfecho das investigações.

Até ao momento, as autoridades não divulgaram oficialmente os motivos do homicídio nem avançaram informações sobre eventuais outros envolvidos.

Notícia atualizada às 19h27.

COMENTE ESTA NOTÍCIA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui