Paicv a dar um sinal fraco

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Eu que estava a preparar-me para parar de vez a escrita sobre matéria política, mas não é que o Paicv me dá sempre motivo para adiar a minha decisão!

          

Paula Moeda e Julião Varela.

Ao que tudo indica, aquela será a candidata a Presidente da Câmara Municipal da Praia e este será o candidato a Presidente da Assembleia Municipal da Praia.

A não ser que depois de hoje, porque isto estava no segredo dos deuses, a líder seja obrigada a mudar da escolha. O problema é deles.

Que fique claro. Pessoalmente não tenho nada contra estas pessoas. Eles merecem o meu respeito. Tudo o que vai ser dito aqui será do ponto de vista político.

Em qualquer parte do mundo, na política, a capital de um país é o seu maior centro político. Em todos os aspectos, com o destaque para os períodos eleitorais.

Daqui a meses, o país estará mergulhado nas eleições autárquicas. Como é esperado, todas as forças políticas almejam o melhor resultado.

Praia é a menina linda e saborosa que todos queriam namorar. Sobretudo quem esteja na oposição. Esta se tiver a Praia como noiva e matrimónio marcado, seria a cereja na coroa do bolo. Mas, parece que a líder do Paicv não tem essa leitura e opte por candidatos com menos responsabilidades políticas.

Por estes motivos, é que se esperava que a oposição na capital tentasse fazer a sua melhor aposta e com justiça procurasse dar o seu maior “show” político e com isto mostrar ao país que está em condições e preparado para enfrentar estas e eleições seguintes e ser uma alternativa. Mas tinha que apostar no topo das figuras.

Aqui na nossa praça temos dois exemplos emblemáticos. O caso de José Maria Neves, que foi candidato não à Câmara da capital, mas à importante Câmara de Santa Catarina de Santiago e que logo de seguida chegou ao cargo de primeiro-ministro.

Temos o caso mais típico de Ulisses Correia e Silva. Que deu a cara pela Praia, capital do país, e com o capital recolhido chegou ao cargo de primeiro-ministro.

Lá fora e perto daqui, temos o caso de Jorge Sampaio, que após ser Presidente da Câmara de Lisboa, chegou à presidência da república portuguesa.

Na Praia, o Paicv ao escolher figuras não do topo do partido, estará a dar um sinal fraco, fraquíssimo, pouco competitivo ao eleitorado da Praia e ao eleitorado a nível nacional.

Ora, se a principal Câmara Municipal do país, a capital do poder político do país, não for a prioridade máxima do Paicv, aonde o será?

Com toda a sinceridade, eu já esperava esta atitude por parte desta Direcção do Paicv. Esta Direcção, na minha opinião, faz tudo ao contrário.

E eu aqui não estou a dar lições a ninguém. Demonstrei com três exemplos como se fazem as coisas. No caso de JMN, no caso de Ulisses e de Jorge Sampaio.

Neste contexto, a líder do Paicv não podia fugir às suas responsabilidades. Ela poderá defender-se e dizer mas eu sou candidata a primeira-ministra?

A resposta terá que ser, é sim! Se for a melhor candidata a primeira-ministra do seu partido, por maioria de razão, deverá ser a melhor candidata do seu partido à Câmara da capital do país! Ou não será?

A grande questão que se coloca é saber a razão que leva a Janira Hopffer Alfama a fugir e negar dar a cara na Praia, capital do país e centro político mais destacado do país?

O Paicv se quisesse mostrar que é uma alternativa política ao MPD, que está preparado para ser governo na próxima legislatura, teria que arriscar as suas melhores potencialidades políticas. Repare, que nem apostou na segunda figura política do Paicv!

E para esse efeito teria que ser a sua líder a enfrentar a mais alta responsabilidade política do seu partido na capital do país. Ela teria que ser o cartaz político do seu partido na capital do país.

É nestes momentos que se identifica a coragem política de um líder!

Esta responsabilidade não pode ser delegada.

Se a líder do Paicv não tiver a coragem de dar a cara pelo seu partido na capital do país, estará ela a esconder que coisa boa não está a caminho nas próximas eleições e que não será ainda desta vez, que é a vez!