PAICV está a falsear verdade sobre valor para viagens

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Afirmação é do vice Primeiro-Ministro, sublinhando ser “imoral” a tentativa da Oposição em fazer passar a ideia que o valor de 600 mil contos seja apenas para viagens dos membros do Governo

Olavo Correia voltou a explicar, no Parlamento, que o valor previsto no Orçamento de Estado para 2021, na secção deslocação, é para todas as estruturas do Estado de Cabo Verde, incluíndo o Parlamento.

“Quando se fala dos 600 mil contos, são para garantir as deslocações necessárias para toda estrutura do Estado de Cabo Verde” explicou Olavo Correia, clarificando estar incluído o Parlamento, o Governo, a Presidência da República e “todos os serviços do Estado”.

Para o também Ministro das Finanças, o PAICV está a tentar passar uma ideia contrária sobre a referida rubrica. “O PAICV está a tentar passar uma mensagem política que vai ao encontro do seu interesse particular, falseando a verdade”, disse, para de seguida afirmar que “é falso” querer linkar 600 mil contos às viagens apenas ao Governo. “Chega mesmo a ser imoral”, sentenciou.

Olavo Correia fez essa declaração no Parlamento, à margem da discussão na Especialidade da proposta do Orçamento do Estado para 2021, sustentando que o Estado para funcionar, para fiscalizar, para intervir, para ser efetivo “tem de se deslocar”. “O Estado tem de funcionar, as instituições têm de funcionar, e isso implica deslocações”, reforçou.

De acordo com o governante, o Executivo tem vindo a promover uma redução considerável na rubrica das deslocações. Disse mesmo que em relação ao Orçamento Retificativo 2020, “houve uma redução em 20%”, ao passo que em relação à proposta do OGE para 2021 a redução é de cerca de 10%, ou seja “estamos a falar de 30% acumulado nos 2 anos” ao nível das deslocações e estadas.

1 COMENTÁRIO

  1. Francisco Carvalho – o “menino-problemas” do Paicv
    Durou muito pouco a período de graça do Tchico Carbadju no seio do Paicv. Conforme um antigo ministro do último governo do JMN, de anjo bom, Tchico transformou-se em curto espaço de tempo, numa espécie de “homem-problemas” do Paicv. Primeiro, ganhou umas eleições na Praia sem que ele e o Paicv estivessem preparados para governar o maior e mais importante centro económico e demográfico do arquipélago. Esta vitória, de tão inesperada, pegou de surpresa todo o Paicv, a ponto de agora a mesma ser vista como um grande embaraço, por encaminhar o Paicv para uma provável derrota nas legislativas do ano que vem, se Tchico não conseguir superar as expectativas do exigente eleitor praiense. O partido da estrela negra teme assim, que um mais do que provável desempenho pra lá de sofrível do rapaz de Vila Nova e seu team vá comprometer as aspirações da JHA e JMN em março e setembro de 2021. No Paicv, para já, ninguém acredita nas capacidades de Tchico e sua equipa, a ponto de JHA ter despachado vários militantes e ex-ministros do Paicv para ajudar Tchico, imagina-se, para o orçamento e plano de atividades da CMP. Dois receios estão a ser ponderados pelo Paicv: i. passar a ideia de um Tchico incompetente; ii. Passar a ideia de que seja a JHA a mandar na CMP. Esses dois receios estão a colocar o Paicv e o JMN, de novo, fora da “pole-position” para os embates que esperam os partidos já no ano que vem. Para piorar ainda mais, Tchico está a fazer-se acompanhar de uma turma de oportunistas, entre eles, o Avelino Bonifácio & Cia, todos eles muito ávidos por boas negociatas com o inexperiente presidente. Desde que ganhou as eleições na Praia o Paicv está a esquartejar a Praia para pagar promessas e o açougueiro é o Avelino Bonifácio, assessorado por um conhecido jurista da praça. As facturas de campanha não param de chegar. As verbas da iluminação pública e os adereços do Natal estão na mira de tubarões tambarina, tal como a dinheirama do KJF e de outros grandes eventos culturais da Cidade da Praia. Paradoxal é o facto de ninguém acreditava no Tchico. Mas estando lá, agora, todos estão dispostos a tirar o seu quinhão. Afinal, como escreveu Renato cardo, todo cristão (tambarina!), tem direito a si gota di água. Até as famosas “obrinhas” do PRAA, afinal, agora sempre podem também entrar na contabilidade eleitoral, e servir para pagar as contas da campanha eleitoral do Paicv na Praia e não só. Para já, uma decisão: as refeições oficiais do Presidente (que pelos vistos não tem família com que sentar-se à mesa!) já foram atribuídas a uma casa de pasto da Cidade. É preciso pagar as contas da comezana que saciou assessores e cabos eleitorais nas últimas campanhas. Nada satisfeito com os enormes problemas e desafios dos mais de 156 mil habitantes da Praia, Tchico já fez chegar à JHA o recado em como ele será candidato à presidência do Paicv. Isto, na perspetiva de mais uma derrota de JHA, nas legislativas do ano que. Para o novel-presidente da Praia, JHA já acumula quatro (04) derrotas em quatro eleições que disputou e a perspetiva a quinta derrota em cinco eleições (05) retira a JHA condições e credibilidade para continuar a aspirar um emprego público na presidência do Paicv. Para Tchico, JHA deve iniciar o processo de preenchimento do formulário de “desempregado temporário”, candidatar-se ao RMI (Rendimento Mínimo de Inserção), ou em alternativa, procurar um “estágio profissional”, palavras de Tchico a um amigo próximo. Tchico também acredita que a derrota do Óscar na Praia não pode ser vista como um triunfo do Paicv já isso lhe retira margem de manobras para falhas na governação da Praia, até março de 2021. Em 17 dias, Tchico ainda está sem plano de atividades, sem orçamento, mas já tratou de aborrecer a chefona que respondeu à letra: se ele (Tchico) deseja guerra, vai ter, disse JHA a interlocutores próximos. Nem todos no Paicv prespectivam a abordagem do Tchico como ruim para o partido. Apoiantes do Tchico entendem que, ao contrário do MpD, em que a derrota na Praia serviu para acender o sinal de alarme, no Paicv, o clima ainda é de triunfalismo e festa do tipo “já ganhou” e isto está a preocupar a muitos, pelo que muitos também temem que uma possível derrota em Santiago Sul seja tributada ao Francisco Carvalho por causa de sua inexperiência na gestão e não pelas festas e triunfalismo que tomou conta do Paicv, aponto de não aprovar um orçamento de estado num ano particularmente difícil para fazer face aos desafios da Covid-19 e suas consequências. Mais, no Paicv muitos entendem que JHA deu de graça as eleições ao MpD, ao assegurar que o OGE de 2021 seria um orçamento eleitoralista, sendo certo que com as eleições, quem ganhar irá executar o orçamento de estado. Em Santiago, presidentes de câmaras eleitos por Paicv, não escondem desconforto, posto que contavam muito mais com a generosidade do Ulisses para implementar seus programas eleitorais, do que o apoio da JHA e do Paicv.

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