PAICV pondera candidatura alternativa a Francisco Carvalho para Praia

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De acordo com fontes próximas de Rui Semedo, o PAICV está a ponderar a necessidade de uma candidatura alternativa ao Francisco Carvalho para Presidente da Câmara Municipal da Praia.

Por uma mera estratégia de sobrevivência política para se manter no poder na Praia, o PAICV colou ao Francisco Carvalho de tal sorte que inviabilizou a aprovação da proposta de lei de base do orçamento municipal com um só objetivo: proteger Francisco Carvalho!

Não lembrava ao diabo que o PAICV, tendo participado em todas as eleições autárquicas e governado muitos municípios que chegaria ao ponto de defender que Assembleia Municipal deve aprovar o orçamento municipal sem a aprovação da Câmara Municipal. Uma prática ilegal e anti-sistema que FC utilizou porque não tinha a maioria!

Altos dirigentes do PAICV tem a consciência que situação política de FC está dependente da atuação da Justiça. Mas contaram com a morosidade da justiça e o tiro saiu-lhes pela culatra!

Sabe o PAICV que FC perdeu a legitimidade democrática desde o momento em que entrou em rota de colisão com o Vereador Samilo Moreira , seu ex-colega de Partido. Sabe a cúpula do PAICV que FC se transformou num caso de justiça, que em desespero de causa e exercícios de vitimização barata, elegeu com alvo dos seus ataques raivosos e ressentidos todos os atores políticos e instituições, acusando-os de estarem a “conspirar” contra ele a mando do MpD, destilando o seu ódio pelo simples fato deste Partido estar na origem do fim do Regime Totalitário de Partido Único e das suas instituições de controlo e repressão: Polícia Política, Tribunais de Zona, Milícias Populares e Comissões de Moradores!

De fato ter um Presidente com problemas com a justiça, que para além da perda de mandato pode ser preso por graves ilegalidades cometidas de forma reiterada, só um Partido, destituído da razão pública teima em apresentar FC como candidato à sua sucessão, num total desprezo pelas regras básicas de funcionamento das instituições democráticas e do Estado de direito.

FC está a experimentar o veneno que espalhou: por ironia do destino FC, no seu primeiro mandato, está a braços com justiça, imaginem: por atos de corrupção, abuso de poder, favorecimento, falsificação de documentos, etc.

Como afirmou o Inspetor que estava ao serviço da CMP, está instalado um ambiente institucional para facilitar a corrupção, com base na atribuição de funções -chave aos amigos, familiares e militantes- uma autêntica rede de caraterísticas mafiosas montada por FC com tentáculos de natureza pidesca sob a responsabilidade dos chamados Agentes Comunitário – os milicianos que a Constituição não lhe deixou criar – compostos por pessoas sem qualificação, formação e experiência em desenvolvimento comunitário, voluntariado e associativismo.

O PAICV na ganância de conservar o poder a qualquer preço se encontra numa situação política nunca vista nesses 33 anos  de democracia e do Estado de direito!

FC e o PAICV estão a rezar de pés juntos para que o processo judicial não avance, ao mesmo tempo que atacam, intimidam e tentam condicionar a justiça.

FC jamais poderá estar tranquilo porque sabe que cometeu ilegalidades graves e insanáveis: é um fora da lei, que não sabe implementar o seu dito “caderno de encargos” no estrito respeito pelos processos e procedimentos democráticos e cumprimento do direito municipal e das demais leis da República!



2 COMENTÁRIOS

  1. FC até tinha maioria, tanto na CM como na AS. O problema é que o homem sequer conseguiu gerir as suas maiorias, por isso imputar responsabilidade à oposição é duma desonestidade de todo o tamanho!!!!

  2. Na minha opinião não está sendo boa e lógica as manifestações antecipadamente partidárias, ajuizando sobre matérias que são das competências dos órgãos do poder judicial.

    Pois, eis as razões e os motivos porque se está a dizer que vem havendo conluio entre o partido e os operadores da justiça.

    Se tudo já está feito até ter chegado à intervenção judicial, convém esperar para os respectivos desfechos, sendo que é com isso que todos nós podemos acreditar na independência e imparcialidade nas atuações e decisões.

    Quem esteve bem foi o Ulisses que, quando confrontado pela comunicação social, deixou claro que não comenta, que não tem comentários a fazer, pecando todavia em não ter deixado determinado que as estruturas partidárias têm que conter.

    Esperamos que a justiça funcione sem qualquer tipo de condicionamento porque aquilo que queremos ou devemos tudo querer é que cada órgão de soberania cumpra rigorosamente aquilo que está estabelecido na nossa Constituição, doa a quem doer.

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