Constatação é de Francisca Pereira, uma Combatente da Liberdade da Pátria, na Guiné-Bissau, que também acusa dirigentes do seu Partido de desorganização, situação que fez afastar vários parceiros do País
A Guiné-Bissau está a comemorar por estes dias, mais um aniversário da Independência nacional e o dia das Forças Armadas, e a ocasião serviu para a antiga Combatente da Liberdade da Pátria, Francisca Pereira, fazer uma introspeção no percurso do PAIGC, Partido que segundo ela “falhou” no cumprimento do programa que o fundador da nacionalidade Bissau-guineense, Amílcar Cabral, tinha definido.
Numa entrevista ao jornal “Nô Pintcha”, Francisca Pereira admitiu sem rodeios que o PAIGC “falhou sim” na implementação do programa “porque não havia uma linha de orientação”. Segundo ela, cada um fazia o que entendesse, chegando ao ponto de parceiros que iam à Guiné-Bissau “perceber do nível de desorganização que existia” no País. Deixavam a Guiné e “não voltavam”.
Na opinião de Pereira essa falta de experiência dos quadros do PAIGC resultou nas sucessivas instabilidades e golpe de Estados verificados no País ao longo dos sucessivos anos.
Esta antiga Combatente insiste na ideia de que o PAIGC não foi capaz, na altura, de gerir a situação pós luta, devido à inexperiência dos seus dirigentes que também não colaboraram na afirmação do Estado, quando podiam erguer como bandeira a palavra de ordem de Amílcar Cabral, Unidade e Luta.
“Houve desconfiança e mal entendido entre os camaradas da luta. E esse mal entendido é que deu o que hoje estamos assistir. Aliás, a desordem e a atual situação que o Partido vive não é surpresa, porque o comportamento é de longa data”, constatou.



O PAIGC está nesta situação por que bem sabiam que o objectivo principal de Amílcar Cabral, falhou quando este foi assassinado justamente por causa da tal Unidade Guiné/ Cabo Verde. Amílcar Cabral falhou e isso custou lhe a vida. Os guineenses nunca quiseram a Unidade. Uma obsessão que fez com que muitos Cabo verdianos abandonassem o país em 1975. Por isso, o fracasso de Amílcar Cabral é tabu e ninguém fala. Ele era um gênio, mas falhou. Para mim, não foi a falta de experiência que levou o PAIG a levar a Guiné Bissau ao pântano. Foi a arrogância. Todos os combatentes achavam se super homens.
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