País passa a presidir ZOPACAS 

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Presidência é assumida durante reunião que decorre hoje, na Cidade do Mindelo

Cabo Verde acaba de assumir a presidência da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul, ZOPACAS, durante reunião que decorre esta terça-feira, 18, na Cidade do Mindelo, na Ilha de São Vicente.

A decisão foi tomada depois da abertura da VIII Reunião Ministerial, presidida pelo Primeiro-Ministro.

“Como se sabe, uma nação oceânica como é Cabo Verde, a economia azul, o ambiente, a adaptação às mudanças climáticas e a segurança marítima são alta prioridade para a resiliência e o desenvolvimento sustentável” referiu Ulisses Correia e Silva, observando que Cabo Verde sustenta o processo de desenvolvimento sob os valores da dignidade humana, da democracia, da liberdade e da boa governança.

Na sua intervenção, o PM apontou estes fatores como sendo “essenciais” para fazer de Mindelo, a capital da reunião Ministerial da ZOPACAS. “E o contexto em que mundo vive justifica a pertinência desta reunião da Organização, que visa o reforço da Paz, a Cooperação do Atlântico Sul e a segurança internacionais, em conformidade com a Carta das Nações Unidas”, ajuntou.

Antes de Mindelo, a última reunião ministerial, havia sido realisada em 2013. Desde então, o “mundo mudou muito e tem estado exposto a crises graves, sanitárias, climáticas, económicas e securitárias”.

O Chefe do Governo sublinha fazer “todo o sentido, hoje, reforçar os compromissos com a não transferência de armas nucleares e de destruição maciça para a Zona; reforçar os compromissos com o respeito pela integridade territorial, a soberania, a unidade nacional e a independência política dos Estados; encorajar a Paz; combater a transferência de lixos perigosos, tóxicos e nucleares e dinamizar a cooperação económica no Atlântico Sul para o desenvolvimento sustentável”.

Questões como a reforma do Conselho de Segurança, a Paz, a segurança marítima cooperativa e a defesa; as mudanças climáticas e a proteção dos oceanos e da biodiversidade, estão sobre a mesa a nível mundial e a nível da Região comum, pelo que UCS advogar que “devemos, por isso, debruçarmos sobre os desafios da segurança num conceito abrangente e interativo: segurança de pessoas e bens, segurança alimentar, segurança sanitária, segurança ambiental e climática, segurança face ao crime organizado e à corrupção”.

O PM sustenta que na vasta zona marítima que vem da América Latina ao golfo da Guiné e que integra vários países da ZOPACAS, “devemos reforçar os compromissos com o combate à criminalidade organizada transnacional – tráfico de droga, tráfico de pessoas, pirataria – à pesca ilegal, ao terrorismo e ao cibercrime. São imperativos para o desenvolvimento económico, Paz social e estabilidade dos países”.