JMN congratulou-se com “extraordinário trabalho” do Governo na vacinação contra a Covid-19, agradeceu o apoio da comunidade internacional e elogiou o Sistema Nacional de Saúde. Chefe De Estado considerou anda de “vergonha nacional” as violências baseadas no género e da violência contra menores
A pandemia da Covid-19, a violência de género e sexual contra menores e as duas eleições realizadas em 2021 marcaram a primeira mensagem de Ano Novo do novo Presidente da República de Cabo Verde, José Maria Neves, hoje divulgada.
O chefe de Estado Cabo-verdiano começou por sublinhar o ano “extremamente difícil”, por causa da pandemia da Covid-19 e seus “efeitos devastadores”. “A pandemia teve um forte impacto em Cabo Verde, com efeitos desestruturantes na economia, mas na sociedade no seu todo também”, notou, acrescentando que apesar disso o País resistiu, graças também ao apoio da sua diáspora e da comunidade internacional.
Sobre as empresas, José Maria Neves lembrou que foram intensamente atingidas e considerou que precisam de “medidas concretas” de apoio à recuperação, tal como o tecido social, que considerou exigir mais investimentos em domínios como a saúde, habitação e emprego.
JMN congratulou-se com “extraordinário trabalho” do Governo na vacinação contra a Covid-19, agradeceu o apoio da comunidade internacional e elogiou o Sistema Nacional de Saúde. “Temos de manter os esforços nesta frente, vacinando mais e mais, convencendo a vacinar-se os que ainda resistem, mas igualmente mantendo firmes as regras de segurança sanitária”, apelou.
“Temos de proteger-nos uns aos outros. Temos de cuidar dos mais idosos, dos mais vulneráveis. A batalha contra a pandemia ainda não está ganha, pelo que não devemos baixar os braços. É importante que cada um faça a sua parte”, prosseguiu o Presidente.
A nível internacional, o chefe de Estado Cabo-verdiano chamou atenção para a “vergonha” que constitui o facto de muitos países ainda estarem numa fase “muito atrasada” da vacinação e criticou a “grande mancha” que é a “flagrante desigualdade” no acesso às vacinas.
Na sua primeira mensagem de Ano Novo enquanto Presidente da República dirigida ao País, José Maria Neves voltou a chamar a atenção para as “marcas chocantes” de violência baseada no género e da violência contra menores, reafirmando que se trata de uma “vergonha nacional”. “É chegada a hora de dizer basta! Um basta! do lado da sociedade e igualmente do lado dos poderes públicos”, vincou, exigindo igualmente uma cultura do trabalho, da produtividade e da poupança à sociedade Cabo-verdiana.
Ainda assim, destacou alguns “momentos muitos bons” no ano que agora termina, como o facto de o Ppaís ter realizado duas eleições em ambiente de pandemia, primeiro as legislativas e depois as Presidenciais. “Ambos os pleitos eleitorais decorreram da melhor forma e permitiram aos eleitores Cabo-verdianos exercer o seu direito de escolha democrática, dando uma vez mais provas de maturidade e elevado sentido do interesse comum. Não tenho dúvidas em como a Democracia é já um costume em Cabo Verde”, sublinhou.
O Presidente previu que 2022 vai ser um ano difícil, mas desafiou a todos os Cabo-verdianos a encará-lo com “espírito positivo, destemido e ganhador”. “Podemos e sempre vamos longe, muito longe quando somos um só. Um único Cabo Verde”.


