Francisco critica ainda o abstencionismo e cultura da rejeição
O Papa Francisco expressou sérias preocupações sobre a saúde da democracia e a ascensão das tentações ideológicas e populistas.
O Líder religioso manifestou estas preocupações durante o encerramento da Semana Social organizada pela Igreja Católica italiana em Trieste.
Diante de mil pessoas, o Pontífice destacou que a democracia “não está de boa saúde” e alertou contra a “cultura da rejeição” e o abstencionismo eleitoral.
O Papa criticou as ideologias, comparando-as ao flautista de Hamelin, e mencionou que elas obrigam as pessoas a negarem a si mesmas.
Manifestou ainda inquietação com a baixa participação eleitoral global, questionando o que significa o pequeno número de eleitores.
Francisco denunciou obstáculos à democracia, como a corrupção, ilegalidade, exclusão social, marginalização e indiferença, afirmando que “a cultura da rejeição cria uma cidade onde não há lugar para os pobres, os nascituros, os frágeis, os doentes, as crianças, as mulheres e os jovens”.
O Pontífice criticou formas de assistencialismo que não reconhecem a dignidade das pessoas, chamando-as de “hipocrisia social” e alertando que a indiferença é “o cancro da democracia”.

