Papa alerta para novas formas de missão

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Leão XIV presidiu à Missa do Jubileu do Mundo Missionário e dos Migrantes

O Papa alertou este domingo para as novas formas de missão na Igreja e chamou a atenção dos cristãos para os “irmãos migrantes” que foram forçados a deixar as suas terras, deixando para traz familiares, “atravessando noites de medo e solidão, vivendo na pele a discriminação e a violência”.

Leão XIV recordou os inúmeros testemunhos e sofrimentos relacionados com a fuga, a violência, o medo de não conseguirem, o risco de travessias perigosas ao longo das costas marítimas, o seu grito de dor e desespero.

O Sumo Pontífice sublinhou que se inaugura na história da Igreja “uma nova era missionária”.

“Se durante muito tempo associámos a missão ao ‘partir’, ao ir para terras distantes que não conheciam o Evangelho ou se encontravam na pobreza, hoje as fronteiras da missão já não são geográficas, porque a pobreza, o sofrimento e o desejo de uma esperança maior vêm ao nosso encontro”, afirmou.

“Irmãos e irmãs, aqueles barcos que desejam avistar um porto seguro onde atracar e aqueles olhos cheios de angústia e esperança que procuram terra firme onde desembarcar, não podem nem devem encontrar a frieza da indiferença ou o estigma da discriminação!”, disse Leão XIV aos missionários.

“Não se trata tanto de ‘partir’, mas sim de ‘ficar’ para anunciar Cristo através do acolhimento, da compaixão e da solidariedade”, apontou, ainda.

O Papa pediu ainda aos missionários que não se refugiem no conforto do individualismo e permaneçam “para olhar nos olhos aqueles que chegam de terras distantes e martirizadas, para lhes abrir os braços e o coração, para os acolher como irmãos e ser para eles uma presença de consolação e esperança”.