Apelo do Papa surge num momento de grande tensão internacional, reforçando a necessidade de diálogo e de compromisso global com a paz
O Papa Leão XIV defendeu, esta quinta-feira, que a prioridade no Irão deve ser “evitar mortes inocentes”, e não a mudança de regime, numa altura em que persistem tensões e impasses nas negociações entre os Estados Unidos e o Irão.
As declarações foram feitas a bordo do voo que transportava o Sumo Pontífice da Guiné Equatorial para Roma, onde voltou a sublinhar a necessidade urgente de soluções baseadas numa “cultura de paz e não de ódio e divisão”.
O líder da Igreja Católica manifestou profunda preocupação com o sofrimento de civis, lamentando que pessoas inocentes continuem a ser vítimas de conflitos. Para ilustrar essa realidade, recordou o caso de uma criança Muçulmana que conheceu durante uma visita ao Líbano e que, entretanto, foi morta na guerra.
Leão XIV reafirmou que a Igreja não pode apoiar a guerra em nenhuma circunstância, apelando ao diálogo e ao respeito pelo direito internacional como caminhos essenciais para a resolução de tensões geopolíticas.
Sobre o Irão, o Papa foi claro ao afirmar que o mais urgente não é discutir mudanças políticas internas, mas sim proteger vidas humanas.
O Pontífice condenou ainda as ações das autoridades Iranianas contra manifestantes, rejeitando firmemente a pena de morte e qualquer forma de violência injusta. Defendeu que a vida humana deve ser respeitada em todas as fases, considerando inaceitável que qualquer regime retire vidas de forma injusta.


