Francisco apelou no sábado a uma ação urgente para a defesa do planeta e na ajuda às populações pobres na sua segunda conferência TED
O chefe da Igreja católica, conhecido pela sua afinidade com os media e a tecnologia, disse numa mensagem de vídeo gravada numa conferência TED sobre alterações climáticas que a pandemia do novo coronavírus colocou no centro do debate o desafio social e ambiental que o mundo enfrenta.
“A ciência diz-nos, cada dia com maior precisão, que é necessário atuar com urgência – e não estou a exagerar, é a ciência que o diz – se pretendemos manter a esperança de evitar alterações radicais no clima e catástrofes”, disse o Papa Francisco.
Ao referir-se ao objetivo primordial para a próxima década, indicou a construção de um mundo capaz de responder às atuais gerações “sem comprometer as possibilidades das futuras gerações”. E completou este apelo ao recorrer à sua encíclica de 2015 sobre alterações climáticas “Laudato Si” (Sejam Louvados), e à mais recente “Fratelli tutti” (Todos irmãos), sobre o falhanço do capitalismo de mercado.
Francisco estabeleceu três caminhos de atuação: promover a educação ambiental “baseada no conhecimento científico e numa abordagem ética”, assegurando a água potável e um fornecimento adequado de alimentos através de uma agricultura sustentável e na promoção da transformação de combustíveis fósseis em fontes de energia limpas.
O Papa apelou aos investidores para excluírem as empresas que não respeitam o ambiente, à semelhança que já está a ser praticado por diversas organizações congéneres. “De fato, a Terra tem de ser cuidada, cultivada e protegida; não podemos continuar a espremê-la como uma laranja. E podemos dizer isto, cuidar da Terra é um direito humano”, disse Francisco.


