Papa com pensamento “sobretudo nas crianças devoradas por guerras, pobreza e injustiça”

0

Pontífice celebrou, esta noite, a Missa do Galo, na Basílica de São Pedro

Na homilia da Missa a que presidiu, o Papa Francisco revelou que o seu pensamento, neste Natal, está “sobretudo nas crianças devoradas por guerras, pobreza e injustiça”.

“Tantas guerras! Em tantos lugares, ainda hoje, são espezinhadas a dignidade e a liberdade” observou o líder Católico, lamentando que as “principais vítimas da voracidade humana são sempre os frágeis, os vulneráveis”.

Francisco refletia sobre a pobreza do nascimento de Jesus e preocupou-se com a situação de sofrimento que atinge tantas crianças e pessoas indefesas.

A manjedoura “pode simbolizar um aspeto da humanidade: a voracidade em consumir; pois, enquanto os animais no estábulo consomem alimento, os homens no mundo, esfomeados de poder e dinheiro, consomem mesmo os seus vizinhos, os seus irmãos”, disse.

“Por isso, também neste Natal, uma humanidade insaciável de dinheiro, poder e prazer não dá lugar – como sucedeu com Jesus – aos mais pequenos, a tantos nascituros, pobres, abandonados. Penso sobretudo nas crianças devoradas por guerras, pobreza e injustiça”, reforçou.

O Santo Padre afirmou que é “na manjedoura incómoda da rejeição” que Deus se acomoda, “porque nela está o problema da humanidade, a indiferença gerada pela pressa devoradora de possuir e consumir”. E como é precisamente “na manjedoura do descarte” que Jesus está, Francisco garante: “N’Ele, menino de Belém, está cada criança. E está o convite a olhar a vida, a política e a história com os olhos das crianças”.

Para o Papa Francisco, não bastam os bons propósitos, porque Jesus também “não se contentou com as aparências”. Ou seja, “Ele que nasceu na manjedoura, procura uma fé concreta, feita de adoração e caridade, não de palavreado e exterioridade”.

O Papa pediu a todos que não deixemos passar este Natal sem fazer algo de bom. E uma vez que esta é a festa de aniversário de Jesus, “ofereçamos-Lhe prendas de que Ele gosta! No Natal, Deus é concreto: em seu nome, façamos renascer um pouco de esperança em quem a perdeu!”.