Crítica do líder Católico foi feito ontem, no regresso a Roma, após a visita pastoral à África
O Papa Leão XIV criticou as políticas migratórias restritivas e defendeu um tratamento mais humano para os migrantes, sublinhando que “não podem ser tratados pior que os animais de estimação”.
As declarações foram feitas a bordo do voo que o levou da Guiné Equatorial a Roma, ontem, quinta-feira, no final de uma visita de dez dias a vários países Africanos.
O Sumo Pontífice reconheceu que os Estados têm o direito de controlar as suas fronteiras e definir regras de imigração, mas alertou que essas medidas devem respeitar a dignidade humana. Defendeu ainda maior solidariedade internacional, apelando aos países mais ricos para apoiarem as nações com maiores dificuldades económicas e forte pressão migratória.
Leão XIV chamou a atenção para as causas profundas da migração, destacando a falta de oportunidades para os jovens em muitos países do Sul Global, o que os leva a procurar melhores condições no Norte. Alertou também para os riscos associados, como o tráfico humano.
O Papa questionou o papel das nações mais desenvolvidas e das grandes empresas, defendendo mais investimentos e cooperação para melhorar as condições de vida nos países de origem, como forma de reduzir a necessidade de migração forçada.


