Leão XIV iniciou na Argélia a sua visita a África, marcada por apelos à paz, justiça e cooperação entre os povos
O Papa Leão XIV denunciou tentativas de neocolonialismo e violações do direito internacional, durante um discurso proferido na Argélia perante autoridades, sociedade civil e corpo diplomático, informou a Vatican News.
Na sua intervenção, o Pontífice afirmou que “a verdadeira força de um País reside na cooperação de todos para a realização do bem comum”, sublinhando que as autoridades devem servir o povo e promover o desenvolvimento, e não exercer domínio.
O discurso teve lugar no Centro de Congressos Djamaa el Djazair, após um encontro com o Presidente argelino, Abdelmadjid Tebboune, no Palácio presidencial El Mouradia.
Durante a intervenção, o Papa destacou o sentido religioso do povo argelino como base para uma cultura de encontro e reconciliação, alertando para os perigos do fundamentalismo e da perda de valores espirituais na sociedade contemporânea.
Inspirando-se na geografia do país, entre o Mediterrâneo e o Saara, defendeu que o mar e o deserto devem ser espaços de vida e cooperação, e não “cemitérios onde morre a esperança”, apelando ao combate às causas do desespero e à exploração da dignidade humana.
O Santo Padre concluiu com um apelo à reconciliação, ao diálogo e à construção da paz, defendendo a necessidade de educar para o espírito crítico e para a convivência entre diferentes culturas e religiões.

