SG do Partido clarificou, esta tarde, dúvidas aventadas pelo PAICV, e advertiu que “nenhum” cidadão que tenha cometido atos ilícitos na sua vida privada ou antes dos cargos deve “beneficiar” da imunidade dos cargos para se proteger da Justiça
A eleição dos vários integrantes para os órgãos externos da Assembleia Nacional continua na ordem do dia, sobretudo após o posicionamento público do PAICV que falou em “golpes e contra-golpes”.
Efetivamente, o Líder Parlamentar da minoria, João Batista Pereira, disse esta segunda-feira, 31, que o MpD preparava-se para o que definiu de um “golpe” na eleição dos órgãos externos, mas que o PAICV aplicou-lhe um “contra-golpe”, posição segundo aquele Deputado em “legítima defesa preventiva”.
Na reação a este posicionamento, o Secretário-geral do MpD, considerou de “insólita” esta postura em democracia, e acusou o PAICV de esconder a verdade aos Cabo-verdianos.
Luís Carlos Silva explicou que a questão central que atrasou todo o processo de eleição dos órgãos externos do Parlamento, tem a ver com um nome apontado pelo PAICV e que não respeita os princípios da “idoneidade e credibilidade”.
“O MpD defende que ninguém que tenha cometido atos ilícitos na sua vida privada ou antes dos cargos deve beneficiar da imunidade dos cargos para se proteger da Justiça”, pontuou LCS, revelando que o PAICV propôs e manteve um nome que está indiciado num processo a decorrer na Justiça.
“O PAICV manteve esse nome, mas já sabia que o MpD não iria votar neste nome específico”, clarificou o SG do MpD, garantindo, no entanto, que o lugar é reservado a um nome proposto pelo PAICV mas que não esteja sob investigação judicial.
“O PAICV pode propor qualquer nome, desde que respeitem os princípios da idoneidade e credibilidade que esses órgãos e essas funções exigem”, assinalou o SG do MpD.


