Presidente Augusto Neves diz-se aberto ao diálogo. Segundo ele, os demais atores políticos também defendem estabilidade e cumprimento do mandato
A crise política na Ilha de São Vicente, com epicentro na Câmara Municipal, pode estar com os dias contados. A fazer fé nas declarações do Presidente Augusto Neves há abertura para o necessário diálogo e entendimentos, que têm faltado na gestão do Município.
Ontem, após receber os Deputados do PAICV por São Vicente, o Autarca confirmou que também ele não pretende eleições intercalares na Ilha.
“De forma alguma seria compensatório para ninguém fazer uma eleição agora e daqui a 2 anos fazer outra eleição”, comentou, observando que “ninguém estaria disposto” para o que chama de “maratona”.
O mesmo sentimento foi partilhado pelo terceiro Partido municipal, o PAICV, que defende cumprimento do mandato e respeito pela decisão dos eleitores que optaram por uma Câmara plural.
João do Carmo, acompanhado de Josina Freitas, reuniu-se com o Edil, e nas suas declarações aos Jornalistas, garantiu terem saído do encontro com “espírito de tranquilidade”.
Do Carlos fala em “abertura de tudo fazer para o entendimento entre as partes” e vincou que o PAICV “vai colaborar” de modo a permitir que a Câmara Municipal possa “funcionar normalmente”.
“Há abertura de parte a parte, e todas as condições estão reunidas para a resolução das questões que afetam o funcionamento” da Autarquia, enfatizou o Deputado.
Augusto Neves também assegura que tanto as lideranças do MpD como da UCID estão empenhadas na resolução desta crise política na Ilha.


