Páscoa. Dom Arlindo Furtado apela à esperança e gratidão

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Segundo o Cardeal, a vitória de Cristo sobre a morte constitui uma garantia para os fiéis, que são chamados a viver com confiança em Deus, recordando que “Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos”

O Cardeal Arlindo Furtado apelou, este domingo, na missa de Páscoa, na Cidade da Praia, à vivência da esperança e da gratidão como caminhos para compreender a ressurreição de Cristo e enfrentar o medo da morte.

Na homilia, destacou a ressurreição como um acontecimento histórico e concreto, rejeitando a ideia de que se trate de uma “fabulação”, e sublinhando que este momento central da fé cristã deve transformar a vida pessoal, familiar e comunitária.

Segundo o Cardeal, a vitória de Cristo sobre a morte constitui uma garantia para os fiéis, que são chamados a viver com confiança em Deus, recordando que “Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos”.

Ao longo da celebração, Dom Arlindo Furtado insistiu na importância da gratidão como resposta ao amor de Deus, defendendo que esta não deve ser confundida com submissão, uma vez que Deus quer “filhos e amigos” e não pessoas subservientes. Considerou ainda que a gratidão fortalece os laços humanos, promove a comunhão e contribui para uma sociedade mais equilibrada.

Numa reflexão sobre a morte, o Cardeal afirmou que os cristãos não devem fixar-se no sofrimento da partida, mas sim na promessa da ressurreição. “A morte é uma transição”, disse, evocando palavras de Jesus e de João Paulo II para reforçar a confiança na vida eterna.

Na parte final, explicou o significado de “Aleluia” como um apelo ao louvor, convidando os fiéis a testemunharem a esperança, a paz e a alegria no quotidiano, levando “o perfume da ressurreição” às famílias, ao trabalho e à sociedade.