Antigo governante Português está na Cidade da Praia a participar no primeiro encontro de gestão de reservas dos Bancos Centrais dos países de Língua Portuguesa
A participar no encontro na qualidade de Consultor Internacional, Paulo Portas admitiu que a globalização representa um “grande desafio” para a Europa e ao mesmo tempo uma “grande oportunidade” para a nossa África, e estimou que o Velho Continente deve ter uma política Africana “a sério”.
Portas falou da geopolítica, geoestratégica e agronegócios, e afirmou que as relações internacionais estão a tornar-se cada mais vez económicas, com a China a aproveitar-se da digitalização para se impor.
A China, sublinhou, representa, agora, cerca de 20% do crescimento mundial, ganhando posição em relação aos anos 80 em que representava apenas 2%. Juntamente com os países asiáticos chegam aos 40% do crescimento mundial, e é tida como a segunda potência da economia digital, aproximando-se dos EUA, por isso, Paulo Portas afirmou que se Europa não se adaptar rapidamente ao novo contexto mundial vai perder a sua relevância económica e política, podendo a África ter “uma grande oportunidade”.
A China, disse, “aproveitou” a globalização para crescer e está a “surpreender” o mundo com digitalização e isso vai “provocar uma reação” dos Estados Unidos, que tem, segundo observou, uma “grande capacidade” de inovação.
O antigo político Português sublinhou que os “grandes desafios” são para a Europa que está a envelhecer “drasticamente” e tem “alguns problemas de competitividade a sério e é aqui que surge, no seu entender, a “grande oportunidade” para África, um Continente jovem.
Paulo Portas observou que a fronteira entre a África e a Europa é “reduzida em termos territoriais”.
“A Europa tem de ter uma política a séria e tem de perceber que é em África que se joga a melhor segurança”, precisou.
Com Inforpress


