Emanuel Barbosa foi eleito líder parlamentar do MpD, uma escolha que Paulo Veiga justifica com a experiência política e parlamentar do deputado
O presidente do Movimento para a Democracia (MpD), Paulo Veiga, defendeu que o novo líder parlamentar, Emanuel Barbosa, deve ouvir os deputados que votaram contra a sua escolha ou se abstiveram, considerando o diálogo essencial para garantir a coesão da bancada.
A posição foi manifestada na cidade da Praia, no âmbito da eleição de Emanuel Barbosa para a liderança do Grupo Parlamentar do MpD, marcada por oito votos contra e duas abstenções, apesar de a proposta ter reunido uma larga maioria dos parlamentares.
Paulo Veiga reconheceu a existência de posições divergentes e considerou que cabe ao novo líder parlamentar procurar compreender as razões dessas diferenças, de modo a construir consensos no seio da bancada.
“Ele tem a árdua tarefa de os ouvir, de perceber de onde vem e como podemos estar todos unidos a representar o povo cabo-verdiano”, afirmou.
O dirigente sublinhou que a diversidade de opiniões faz parte da democracia interna do partido, defendendo que a unidade deve ser alcançada através do diálogo e do respeito pelas diferentes posições.
Sobre a escolha de Emanuel Barbosa, Paulo Veiga destacou a experiência política e parlamentar do deputado, que já exerceu funções de vice-presidente da Assembleia Nacional e de vice-líder parlamentar.
O presidente do MpD realçou ainda que o novo líder parlamentar foi eleito pela diáspora, concretamente pela comunidade cabo-verdiana na Europa, considerando a sua escolha um sinal de abertura do partido aos cabo-verdianos residentes no estrangeiro.
“Pela primeira vez temos um líder parlamentar que vem eleito da diáspora, mais concretamente da Europa. Isto é um sinal chave da nossa abertura enquanto partido”, afirmou.
Segundo Paulo Veiga, a escolha enquadra-se no objetivo de reforçar a participação das comunidades emigradas na vida política e nas decisões do partido.





