Presidente do Grupo Parlamentar advogou, esta sexta-feira, 16, que o Chefe de Estado deve pronunciar-se, já, ao conteúdo do relatório da IGF
Todas as ilegalidades que estão vertidas no relatório que a Inspeção Geral das Finanças realizou à Presidência da República afetam a imagem do País, pelo que o Presidente não deve continuar em silêncio.
A posição é de Paulo Veiga. O Presidente do Grupo Parlamentar do MpD, comentou à RCV que José Maria Neves deve tomar posição pública antes do Tribunal de Contas.
“Aguardamos com muita expetativa o posicionamento do Presidente da República”, disse Veiga, observando que as declarações do Chefe da Casa Civil da Presidência “tentando minimizar” a questão “não faz sentido”.
Paulo Veiga destacou a necessidade de o PR se manifestar para preservar a credibilidade do País e da Democracia. O Presidente “tem que ser consequente nesta matéria”, vincou, observando que JMN “não pode continuar no silêncio”.
O MpD não descarta ações do Parlamento face às ilegalidades constatadas, mas Veiga observa ser muito importante clarificar o estado civil do PR, até para se compreender sobre a legalidade de certas ações relacionadas à primeira-dama. “Se o Presidente e a primeira-dama não são casados e nem estão juntos em comunhão de bens reconhecida, teremos que questionar como é que a companheira do Presidente o acompanha em viagens e outros assuntos da Presidência. O dinheiro a ser devolvido pode ser ainda maior, admitiu.


