Para 2028, Paulo Veiga aponta como principal objetivo a recuperação das câmaras municipais e o regresso do MpD à posição de maior partido autárquico do país
O presidente eleito do Movimento para a Democracia (MpD), Paulo Veiga, pretende iniciar uma reorganização interna do partido, com maior participação das estruturas locais e uma aproximação aos militantes. A descentralização do poder está entre as medidas que levará à XIV Convenção Nacional, prevista para as próximas semanas.
Reforçar o poder das estruturas locais
Paulo Veiga defende alterações aos estatutos para devolver competências às comissões concelhias e aos núcleos do partido. Segundo o novo líder, houve uma maior centralização das decisões nos últimos anos, nomeadamente na escolha de candidatos às eleições legislativas e autárquicas.
A intenção, explicou, é permitir que as estruturas locais tenham maior capacidade de decisão e influência na vida interna do partido.
Recuperar espaço nas autárquicas
Para 2028, Paulo Veiga aponta como principal objetivo a recuperação das câmaras municipais e o regresso do MpD à posição de maior partido autárquico do país.
O novo presidente do partido reconhece ainda a perda de cerca de 38 mil eleitores ao longo de dois mandatos e considera necessário reflectir sobre os níveis de abstenção registados nas últimas legislativas.
Aproximação aos militantes
Na avaliação de Paulo Veiga, a distância entre o partido e os cidadãos foi um dos problemas que contribuiu para os resultados eleitorais recentes. O dirigente admite que o MpD falhou na comunicação das medidas do Governo e na capacidade de ouvir os sinais dados pelos eleitores nas urnas.
Depois da vitória nas eleições internas, Paulo Veiga reuniu-se com os adversários Herménio Fernandes e Luís Filipe Tavares e prevê novos encontros para procurar soluções destinadas a reforçar a unidade interna.
Apoio a Joana Rosa
Sobre as eleições presidenciais de 15 de novembro, Paulo Veiga reafirma o apoio do MpD à candidatura de Joana Rosa, já aprovada pelo partido. O novo líder diz respeitar a estratégia da candidata e admite participar na campanha caso seja solicitado.
Quanto ao futuro político do partido, Paulo Veiga afirma que pretende avançar “degrau a degrau”, colocando a reorganização interna e as eleições autárquicas de 2029 como prioridades imediatas. A questão de uma eventual candidatura às legislativas de 2031, segundo o próprio, deverá ser avaliada posteriormente.





