Em uma carta aberta dirigida aos profissionais de saúde, o antigo Presidente mostrou-se “surpreendido e transtornado” com a pandemia do Covid-19, mas “altamente compensado” por atitudes de “grande generosidade e de grande amor pelo próximo”, de profissionais da saúde
Acompanhando com “muita atenção” o desenrolar do coronavírus, que já ultrapassou a barreira de um milhão de infetados, a nível planetário, PP diz mesmo que há momentos em que fica “magoado e desencorajado”, mas há momentos em que sente “altamente compensado” por atitudes de “grande generosidade e de grande amor pelo próximo”, de profissionais da saúde.
“Estava convencido de que as coisas piores por que passei eram um passado longínquo. Não se repetiriam. Vejo que foi uma esperança crédula e ingénua, porquanto, ao que tudo indica, não existe um percurso de vida perfeito e sem catástrofes, neste nosso mundo contraditório”, refere a carta que é revelada pela Agência Lusa.
“As desgraças têm sido e continuarão a ser nossas companheiras de viagem. Temos é de aprender a conviver com elas e encontrar a melhor terapia”, acrescenta, ao mesmo tempo que envia uma “saudação de admiração, de simpatia, de carinho e de solidariedade” ao profissionais de saúde, pessoas que abraçaram uma profissão de risco, e que são, agora, confrontadas com uma situação nova e complexa.
“O mais grave é que se trata de uma primeira experiência. Estou convencido de que isso tem estado a perturbar-vos e a inquietar-vos. É um comportamento natural, dada a novidade e complexidade desta situação. Mas confio que vão ganhando, a pouco e pouco, o traquejo e a confiança necessária”, expressou, manifestando confiança em como os profissionais vão sair desta “prova de fogo” muito melhores, quer do ponto de vista humano, quer do ponto de vista profissional. “Vão ganhar, com certeza, este desafio profissional, humano e espiritual”, vincou, confiante que a Nação inteira saberá “ganhar” a enorme luta sanitária.


