Perto de 100 mortos em combates no Sudão

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País vive uma escalada de violência. Combates opõem forças regulares e os paramilitares

Perto de 100 mortos foram contabilizados em combates no Sudão, opondo as forças regulares e os paramilitares, mas os números podem ser muito maiores, já que a maioria das vítimas não chegam aos centros de atendimento.

Expressivo número de vítimas ocorre em Cartum.

Esta segunda-feira, 17, ouviram-se tiros e explosões em Cartum, epicentro dos combates que decorrem desde sábado.

Em causa, avança a RFI, está a rivalidade entre os dois generais que protagonizaram o golpe de Estado de 2021, o comandante do Exército, Abdel Fatah al Burhan, homem forte do poder, e o general Mohamed Hamdan Daglo, chefe das Forças de Apoio Rápido, forças que integram antigos milicianos da guerra do Darfur.

Apesar de ambas as partes reivindicarem dominar a situação, não se consegue saber o que se passa ao certo. As Forças de Apoio Rápido anunciaram ter tomado o controlo do aeroporto bem como da televisão pública e ter entrado no Palácio Presidencial, o que as forças governamentais desmentem.

Estas últimas, por sua vez, afirmam continuar a ter nas suas mãos o seu quartel geral, um dos principais pontos nevrálgicos do poder, onde atualmente continuam combates acesos, indicam testemunhas locais.

Dados do último fim-de-semana, apontavam para milhões de cidadãos a precisar de ajuda humanitária no País. Entretanto, o PAM anunciou a suspensão das suas atividades no País, depois de três dos seus trabalhadores terem sido mortos nos combates que também decorrem no Darfur, no oeste.

Esta situação não deixa de causar alarme no seio da comunidade internacional, nomeadamente junto do Conselho de Segurança da ONU que se reúne esta tarde à porta fechada precisamente para abordar esta questão.

A comunidade internacional já apelou ao fim das violências, mas não há sinais de trégua pelas partes em conflito.