PIB nacional cresceu 5,1% em 2023

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Taxa de inflação média anual situou-se em 3,7 %

Estes dados constam no Relatório do Estado da Economia 2023, divulgados nesta terça-feira, 6, pelo Banco de Cabo Verde.

O relatório do Estado da Economia, referente ao ano 2023, indica que o contexto externo da economia nacional evoluiu menos favoravelmente marcado pelo abrandamento da atividade económica mundial e dos principais parceiros económicos, particularmente da área do Euro e também do Reino Unido, impulsionado pelo enfraquecimento da procura face à pressão de uma inflação “persistentemente elevada”.

Segundo o BCV, o PIB nacional em volume registrou um crescimento, em 2023, de 5,1 %, a taxa de inflação média anual situou-se em 3,7 %, enquanto que em 2022 foi de 7,9 %, refletindo a baixa dos preços dos produtos energéticos e dos produtos alimentares no mercado internacional e da fraca procura.

O défice da balança corrente registou uma melhoria, passando a representar 2,5 % do PIB, para o qual concorreram, principalmente, os aumentos registados nas exportações de serviços de viagens de turismo em 31,7 %, nas transferências correntes oficiais em 33,1 % e nos rendimentos provenientes das reservas internacionais líquidas.

O relatório aponta ainda que o stock de reservas internacionais líquidas do País aumentou para os 685 milhões de Euros, permitindo garantir 6,2 meses de importações de bens e serviços, sendo que no ano anterior era de seis meses.

Os dados revelam que do lado da procura, os desempenhos menos favoráveis do consumo privado e do investimento, determinaram a evolução da procura agregada dos principais parceiros do País, particularmente, da área do Euro e do Reino Unido.

A nível da oferta, as atividades do sector industrial e da construção foram as componentes particularmente mais afetadas pelas condições de financiamento restritivas.

A mesma fonte revela que a confiança dos empresários, em geral, deteriorou-se em 2023, associado às preocupações com os custos de empréstimos mais altos e as condições de financiamento mais restritivas, bem como com a fraca procura.

“A confiança dos consumidores melhorou, mas permaneceu ténue, com os consumidores tendo uma visão menos pessimista das perspectivas económicas, mas com a crise do custo de vida e o aumento das taxas de juro pesando ainda fortemente”, salienta.

O relatório indica que a procura mais fraca e a melhoria dos estrangulamentos na oferta e as consequentes reduções dos preços dos produtos energéticos e dos produtos alimentares, bem como, os efeitos de base e a apreciação do euro, pressionaram no sentido descendente os preços no produtor e no consumidor.