Pilotos sob risco de sanções por desrespeito à requisição civil

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Alerta foi dado pelo Governo, que classifica o comportamento como “desrespeitoso e grave”

O Governo responsabilizou o Sindicato Nacional dos Pilotos da Aviação Civil (SNPAC) por desobediência à Requisição Civil decretada durante a greve iniciada a 22 de maio, classificando o comportamento como “desrespeitoso e grave”, passível de sanções criminais, civis e disciplinares.

Segundo o Executivo, a requisição foi necessária após a recusa dos pilotos em garantir os serviços mínimos obrigatórios por lei.

Alguns profissionais terão alegado motivos de saúde para não comparecer, o que o Governo considera inaceitável e compromete-se a apurar responsabilidades no “mais curto espaço de tempo possível”.

O Governo lembrou os esforços feitos para recuperar a TACV, com recurso a financiamento Estatal, sublinhando que os salários dos pilotos têm um peso significativo nas despesas da companhia.

As reivindicações da classe, segundo o comunicado, têm forte impacto financeiro, estimado em mais de 415 mil contos, sendo que algumas delas carecem de viabilidade legal.

Ainda assim, o Executivo reconheceu que algumas reivindicações são legítimas, embora desalinhadas com a realidade financeira da empresa.

A TACV terá proposto medidas alternativas, incluindo progressões salariais com efeitos retroativos, criação de uma comissão conjunta e negociações sobre benefícios como catering e consultas médicas.

O Governo alerta que atitudes como a desobediência à requisição não serão toleradas e que fará uso de todos os meios legais para garantir o cumprimento da lei.