Ulisses Correia e Silva inaugurou o Cabo Verde Investment Forum, com uma mensagem de agradecimento aos participantes, pela confiança e por acreditarem no País
“Obrigado por terem vindo, obrigado pela confiança, obrigado por acreditarem em Cabo Verde”, disse logo após iniciar o seu discurso, observando que este encontro de Santa Maria acontece na sequência do “sucesso” que foi a Conferência Internacional de Paris, realizada em dezembro de 2018. “Estamos a concretizar um compromisso traçado”, sublinhou.
Momento crucial
Ulisses Correia e Silva deu conta que Cabo Verde está num “momento crucial” no que se refere ao seu processo de desenvolvimento “orientado” por um objetivo estratégico “ambicioso”, que é “tornar Cabo Verde num País com relevância no Atlântico Médio em termos económicos, de segurança e da diplomacia para a paz e promoção da liberdade e da democracia”.
É com esse propósito, reforçou o PM, que o seu Governo está a construir e implementar a visão de inserção do Arquipélago na economia global, com base nos recursos que “valorizamos de forma dinâmica”.
Desde logo, o capital humano e sua qualificação através da educação, da formação e do aumento do capital social; as especificidades das ilhas, sua identidade, história, cultura, abertura ao mundo e vasta diáspora; a localização para conetividades entre a África, a Europa e as Américas; a estabilidade política, institucional, social e económica, a boa governança e a confiança relações com os nossos cidadãos, com os parceiros de desenvolvimento e com os investidores.
Aposta na pessoa
UCS sublinhou que é com estes “recursos intangíveis” e localização do País que o seu Governo pretende, acima de tudo, atingir quatro objetivos, nomeadamente, “posicionar” Cabo Verde como uma “plataforma” no turismo, nos transportes aéreos, nas operações portuárias, nas operações de comércio e investimentos, na economia digital e em serviços financeiros; “promover” uma inserção positiva do País nos sistemas de segurança coletiva e cooperativa; “transformar” a integração de Cabo Verde na CEDEAO em oportunidades para investimento, comércio e operacionalização do conceito de plataforma e da economia de circulação, posicionando Cabo Verde na cadeia de valor da indústria transformadora Africana e como um hub aéreo, marítimo e tecnológico de referência e “potencializar” a inserção de Cabo Verde na Macaronésia como primeiro espaço de vizinhança com a União Europeia e um espaço privilegiado para a cooperação triangular Cabo Verde-UE-CEDEAO.
“Reformas estão a ser empreendidas numa perspetiva de posicionamento do País como uma plataforma no Atlântico Médio e para reduzir as vulnerabilidades ambientais, económicas e sociais, em linha com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável”, assegurou o PM.
Turismo cresce bem
Na sua comunicação, UCS sublinhou que o turismo “está a crescer bem” e assegurou que para um desenvolvimento sustentável, com qualidade, diversificado e com maiores efeitos indutores sobre as economias das ilhas, o Governo está a “abordar” o turismo como um ecossistema que envolve o reforço da capacidade institucional e forte parceria com as organizações do setor privado e com os Municípios.
UCS elencou várias outras apostas do seu Executivo em diversas áreas, sempre na perspetiva do desenvolvimento. Referiu-se, em concreto, ao setor dos transportes – aéreo e marítimo, à economia digital, TIC e energia.
O CVIF prossegue até quarta-feira, 3, em Santa Maria, reunindo cerca de 400 participantes de vários países e será uma oportunidade para possibilitar a concretização de “compromissos e contratos.


