UCS destaca também o “bom percurso” que Cabo Verde tem feito enquanto País democrático, “que cuida bem da liberdade e quer ter uma boa performance ao nível dos Direitos Humanos”
O Primeiro-Ministro disse ontem que Cabo Verde tem tido “ganhos relevantes” em matéria dos Direitos Humanos, enaltecendo também o forte desempenho do Arquipélago na luta contra a descriminação.
De acordo com Ulisses Correia e Silva, dos ganhos conseguidos, destacam-se a ratificação das convenções internacionais, tratados e vários outros instrumentos na salvaguarda dos direitos humanos. “É uma construção que tem que ser cuidada e aprimorada permanentemente através de políticas públicas”, referiu o Chefe do Governo, numa nota publicada na sua página na rede social Facebook, sublinhando que Cabo Verde tem estado “muito comprometido” nesta luta.
“Cabo Verde tem estado muito comprometido, seguindo um percurso engajado e com a ambição de tudo fazer no sentido de garantir que qualquer tipo de discriminação de que natureza for, seja racial, étnica, religiosa ou sexual, não tenha margem de progresso no País”, acrescentou.
O Chefe do Executivo que esteve ontem na cerimónia do Dia Internacional dos Direitos Humanos, afirmou ainda que enquanto Estado de direito democrático, o nosso País quer ter “uma boa performance” a nível dos direitos humanos, razão pela qual as políticas têm de ser cada vez mais assertivas para que os direitos sejam crescentemente uma realidade em princípios e em execução de políticas e de medidas. “Falo da violência baseada no género, na proteção da criança, inclusão social, política de igualdade e equidade de género, de cuidados, enfim, um comprometimento para não deixar ninguém para trás: crianças, idosos, mulheres, pessoas portadoras de deficiência”, enfatizou.
De realçar que as Nações Unidas têm uma política de tolerância zero contra a violência baseada no género, pelo que lançou um compromisso mundial que contou com a adesão de 146 Estados-membros, num compromisso político para acabar com a VBG.
Ana Graça, Coordenadora Residente das Nações Unidas em Cabo Verde, destacou também o fato de o Arquipélago ter sido reconhecido como “um dos quatro países na África Subsariana de melhores práticas em termos de combate à violência com base no género”.
O PM ainda na sua explanação dirigiu palavras de apreço aos parceiros de desenvolvimento como as Nações Unidas, União Europeia, instituições como CNDHC, ICIEG que têm “feito um trabalho meritório”.


