Ulisses Correia e Silva discutiu, em Nova Iorque, a importância da transformação da dívida em financiamento climático e ambiental como um caso exemplar que pode ser replicado por outros países em desenvolvimento
“Apresentamos o acordo celebrado entre Cabo Verde e Portugal para a transformação da dívida em financiamento climático e ambiental como um caso que pode ser replicado noutros países em desenvolvimento”, disse.
O Primeiro-Ministro apontou a necessidade de vontade política, confiança mútua e o uso dos instrumentos adequados para alcançar esse objetivo.
Correia e Silva participou de conferências e Mesas Redondas sobre financiamento para o desenvolvimento, onde destacou as especificidades dos Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento, devido às suas vulnerabilidades e capacidade de adaptação para efetuar transformações.
“Estamos a falar de Pequenos Estados Insulares que podem ser muito mais resilientes, com forte apoio de financiamento em termos de volume e de condições concessionais para transformações estruturais”, destaca.
UCS expressou satisfação com a recetividade da mensagem nos SIDS Africanos, do Pacífico, das Caraíbas, bem como em instituições como o Banco Mundial, o Fundo Monetário Internacional e as Nações Unidas.
Destacou ainda o Índice de Vulnerabilidade Multidimensional como um instrumento crucial para colocar as especificidades dos SIDS no centro da diferenciação em relação às condições de financiamento, ressaltando que, tanto o FMI quanto o Banco Mundial têm se concentrado em aumentar o volume de empréstimos concessionais e garantir que esses recursos sejam direcionados para projetos transformadores.
Além disso, o Chefe do Executivo Cabo-verdiano, enfatizou a importância do alívio da dívida pública, que aumentou consideravelmente devido à crise da Covid-19 e à crise inflacionária resultante da guerra na Ucrânia e alertou que o sobre-endividamento representa um sério obstáculo para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.


