PM deixa mensagem de “muita força” ao povo de São Vicente

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Chefe do Governo pediu, esta manhã, “serenidade” à população da ilha de São Vicente e instou ao cumprimento “com maior rigor” as normas e procedimentos de isolamento social e de proteção individual

Ulisses Correia e Silva que preside, esta manhã, no Palácio do Governo, um encontro com as forças de segurança, para avaliar a execução do estado de emergência, iniciou com uma mensagem de “muita força” aos cidadãos residentes na ilha de São Vicente, face ao surgimento do primeiro caso confirmado de coronavírus, na ilha.

Pedindo “serenidade” da população, UCS reforçou a necessidade do cumprimento “com maior rigor” das normas e procedimentos de isolamento social e de proteção individual, ao mesmo tempo que pediu “confiança” nas autoridades de proteção civil e de saúde, sublinhando estar o País num “combate” em que se ganha com “verdade, humildade, determinação e com confiança nas autoridades” de saúde, da proteção civil e nos profissionais de saúde.

UCS observa que o mundo está perante uma pandemia “grave e séria” e considerou ser um “grande desafio” para investigadores, cientistas e profissionais de saúde. “Há incertezas e uma luta contra o tempo, para controlar a propagação do vírus, previni-lo e vencê-lo. É isto que está a acontecer em toda a parte do mundo”, assinalou, lembrando que em Cabo Verde são conhecidas as “vulnerabilidades” ao nível do sistema de saúde, mas garantiu que “tudo está a ser feito” para dar “respostas à altura” das circunstâncias e do momento de gravidade que o País vive.

Com o estado de emergência a vigorar desde o dia 29, o PM reconhece que o balanço destes 8 dias é “positivo”, tendo reconhecido haver uma “grande maioria” de pessoas que está a cumprir as diretrises das autoridades, mas advertiu que é preciso “cumprir ainda mais, com mais rigor. É preciso que todos cumpram”, exortou, pedindo que não haja fintas às restrições e proibições impostas pelo estado de emergência, que podem colocar em causa a saúde das pessoas, da família e das comunidades. “É preciso cumprir e cumprir com rigor”, reforçou.

UCS adiantou que “está provado” que o grau de isolamento social tem impacto sobre o número de infetados, observando que quanto mais pessoas ficarem em casa, menos infetados com o Covid-19 existirão, e por essa via menos pressão haverá sobre os hospitais e melhores condições terão os profissionais de saúde para fazerem o seu trabalho que é salvar vidas.

O PM observa que face ao estado de emergência, o isolamento social “é obrigatório”, ao passo que a mobilidade de pessoas, a pé ou em viaturas, passou a ser restringido. “É uma medida de proteção de saúde pública”, precisou, observando que as forças de segurança têm a missão de fazer cumprir a lei, neste particular.