Ulisses Correia e Silva fez essa consideração em antevisão à sua presença na Conferencia dos Oceanos das Nações Unidas, em Lisboa, partir do próximo 27 de junho
O Primeiro-Ministro Cabo-verdiano defende a necessidade de instrumentos e mecanismos de regulação e de financiamento climático internacionais, tal como na área económica e financeira global.
Para o PM, “há que gerir o dilema entre a economia e o ambiente, o mesmo destacou a necessidade de concretizar os instrumentos e mecanismos de financiamento climático para direcionar recursos para reformas e investimentos impactantes no aumento da resiliência e da sustentabilidade ambiental climática e dos oceanos com condicionamento de indicadores relevantes e mecanismo de regulação”.
A regulação económica e financeira internacional segundo sublinhou o Chefe do Governo foi muito desenvolvida particularmente pelas instituições do Bretton Woods e pelas instituições do Bretton Woods e pelas agências de notação financeira, mas a regulação ambiental climática, é um problema ainda não resolvido.
“…isto só se consegue quando os países com maior quota na produção dos efeitos nocivos das mudanças climáticas e da poluição se submeterem a regras e executarem os compromissos internacionais que beneficiam o planeta e o desenvolvimento sustentável. É uma questão eficácia dos impactos globais”, acrescentou, nas suas declarações à Agência Lusa.
Na conferencia de Lisboa, Cabo Verde leva duas prioridades, nomeadamente sendo elas “uma total convergência quanto ao apelo das Nações Unidas à ação com ambição e forte comprometimento das lideranças mundiais para salvar os oceanos e proteger o futuro”.
A segunda Conferência dos Oceanos da ONU é organizada por Portugal em conjunto com o Quénia, em Lisboa, entre 27 de junho e 1 de julho. A primeira edição deu-se em Nova Iorque em 2017.
Comparando com o número de participantes desse ano, a conferência de Lisboa deverá ser o maior evento da ONU alguma vez organizado sobre a temática dos oceanos, com mais de 8 mil entidades acreditadas e representações ao nível de Chefes de Estado e de Governo de todos os Continentes.


