Ulisses Correia e Silva que chefia uma importante delegação Cabo-verdiana, que inclui o Ministro do Ambiente, deixará a Escócia, no dia 4, rumo à Portugal para participar no WebSummit
O Primeiro-Ministro discursa na próxima terça-feira, 2, na Cimeira dos Líderes Mundiais, liderada pelo Primeiro-Ministro do Reino Unido, em Glasgow, Escócia. Esta Cimeira marca o início da 26.ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP26), que se prolonga até 12 de novembro de 2021.
Acompanha Ulisses Correia Silva, nessa missão, uma importante Delegação que inclui o Ministro da Agricultura e Ambiente, Gilberto Silva, sendo que do programa constam, entre outros compromissos, a sua participação, no dia 3 de novembro, no SOFF (Creating the Systematic Observations Financing Facility), evento de alto nível à margem da COP26.
A COP, órgão supremo da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCCC), estabelece as obrigações básicas de 196 Estados (ou partes) e da União Europeia para combater as mudanças climáticas, e reúne-se todos os anos para rever o estado de implementação dos seus compromissos, bem como propor, avaliar e aprovar outros instrumentos que apoiem essa implementação.
Este ano sob o lema “Unindo o mundo para enfrentar as mudanças climáticas”, a COP 26 insiste na importância da cooperação internacional para tratar das mudanças climáticas. Portanto, a COP reúne Governos de todo o mundo, milhares de cientistas, empresários, representantes institucionais e ONGs para anunciar novos compromissos climáticos e avançar nas negociações sobre mudanças climáticas, com o principal objetivo de tornar operacionais todos os pontos do Acordo de Paris e da Convenção-Quadro.
Assim, sendo Cabo Verde signatário do Acordo de Paris, Ulisses Correia e Silva terá oportunidade de levar a visão e os compromissos de Cabo Verde, bem como as políticas que o Estado tem vindo a implementar em relação às mudanças climáticas.
O País tem vindo a tomar uma série de medidas visando a diminuição da sua vulnerabilidade e aumento da sua resiliência. Tanto o é que preparou o seu Plano Nacional de Adaptação com o principal objetivo de integrar a adaptação às mudanças climáticas nos mecanismos de planeamento e de orçamento existentes e novos, com todos os setores relevantes e a todos os níveis.
A ambição de Cabo Verde, é alcançar a neutralidade carbónica até 2050. Os principais objetivos de implementação centram-se no aumento da produção de eletricidade a partir de fontes de energias renováveis, na melhoria da eficiência energética em todos os setores, na mudança do transporte de combustíveis fósseis para o transporte eletrificado e mobilidade ativa individual, na melhoria da reabilitação dos recursos naturais e em medidas de neutralidade da terra. Até 2030, Cabo Verde pretende estabelecer funções de resiliência e métricas fundamentais, nomeadamente concernentes ao baixo teor de carbono, acesso à água sensível ao género e catástrofes, energia e serviços públicos essenciais e infraestruturas e equipamentos resilientes.
De realçar que a comitiva deixará Escócia, no dia 4, para partir à Lisboa, onde irá participar do WebSummit.


